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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Fotografia

Lembranças de momentos que fizeram parte daquilo que posso chamar de "infância". Período em que sorrir era o único 'trabalho'. Corríamos por todos os lados, brincávamos de todas as coisas, transformávamos em tudo. Desde mulher maravilha até o pequeno polegar. Éramos papais, mamães, bonecos, árvores, pedras... Chorávamos por um solado ou então por quebrar um dente. Nadávamos no riacho, pulávamos no barro, tomávamos banhos de chuva. Tristezas, angústias, infelicidade... Ei, o que é isso? Não sabíamos... O tempo passou, os momentos se foram e as lembranças ficaram. Hoje uma foto preto e branca de uma velha casa que um dia foi o encanto de todas as manhãs, trazem recordações do que jamais quero esquecer: a fantástica simplicidade da minha infância.
Por Mariane N. Souza

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mistérios

É mais fácil...
O Oceano caber dentro de um buraquinho
Do que o homem descobrir os mistérios de Deus.


Por Mariane N. Souza

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Por Mariane N. Souza

Mágica

Certa noite...
Acordei sorrindo
Abri a janela e olhei para o céu
E de longe vi Noel fugindo.

Por Mariane N. Souza

Mistérios de uma Mente Sã

O vento está maravilhoso. Dentes-de-leão voam pelo ar límpido, o perfume das flores enobrecem a beleza incandescente que me faz suspirar. Os pássaros cantam, assobiam à chegada de mais um amigo. As flores dançam com a brisa suave. As árvores transpiram felicidade. O capim verdinho completa a linda natureza que me envolve. Lá na frente tem um casebre, um pouco velho, as tábuas parecem estar podres, mas em seu interior há um casal coelhos, fizeram do local seu abrigo. Pelo chão é possível ver cobras rastejando uma a uma, seu filhos a seguem. Ao longe leões cuidam de suas famílias e se preparam para a caça. Borboletas das mais variadas cores enfeitam o céu azul anil que resplandece em meus olhos. A cachoeira continua cair lentamente tocando o rio com toda delicadeza. Estou deitada no chão macio sentindo formigas caminharem pelos meus pés. Nesse lugar os sonhos prevalecem e a vida é maravilhosa, os frutos nos alimentam e cama é feita de marcela, é tudo translúcido, não há névoa, nem mesmo tristeza, muito menos contradições. Tudo que imaginamos, existe. Quando fecho os olhos ouço cada som que a natureza me oferece e assim vou passando o tempo vivendo numa numa eterna sensação "transcendental".

Por Mariane N. Souza

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Desilusão

Sonhos...
São ilusões
Que com meia palavra
São destruídos.
Por Mariane N. Souza

domingo, 16 de dezembro de 2012

Ligadas pelo "Sangue"

Amigos não são simples seres que aparecem do nada. São pessoas maravilhosas que seguem a mesma trilha que a nossa, são pessoas andam próximos amparando nossos tombos, são irmãos que conhecemos com o tempo. Companhia pra gargalhadas, tristezas, momentos bons e ruins. Talvez nem percebemos mas pessoas entram em nossas vidas e deixam marcas tão profundas que não são possíveis nem mesmo de serem descritas, marcas boas, porque as ruins ele ajuda a apagar. Nem mesmo a distância faz com que uma verdadeira amizade se abale e sim se fortaleça ainda mais. Abraçar com o mesmo carinho daquele que tem o nosso sangue. Acredito num futuro, somente, com pessoas verdadeiras assim como essa amizade que aconteceu a tanto tempo e apenas se fortifica, nada a faz cair. É como um imã de coisas boas, nada a derruba. Algo criado e abençoado pelo Papai do céu e que estará sempre aos olhos D'Ele. Obrigada pelos passos que deu e continua dando ao meu lado.

Por Mariane N. Souza
Foto por: Cristiane Acosta

Algumas palavras...

Dizem que tudo que acontece não é por acaso. Nem mesmo uma folha cai da árvore sem que seja algo que tenha que acontecer. E assim aconteceu. Pouco tempo uma eterna amizade nasceu. Não são necessárias palavras para que algo seja dito. Às vezes um olhar e até mesmo um sorriso já demonstra muito que nem mesmo um dia de conversa seria dito. Junto com a amizade vieram também os aprendizados. Ninguém entra na vida de outra pessoa e sai vazio, sempre carrega algo consigo, aprende e ensina. Uma amizade só é construída quando há o respeito, a confiança. Colegas fazemos em todas as esquinas, mas amizade mesmo, somente os que realmente merecem. Aprendi que a vida não é feita de fantasias e que precisamos ser mais reais no que fazemos, aprendi a ser mais pé no chão, sofrer menos, expressar mais. Tudo isso aprendi em pouco mais de dois anos, o que reafirma o que citei acima: todos aprendemos com quem está conosco. Juntas plantamos uma árvores que dá, somente, frutos com poupas deliciosas, frutos de esperança, frutos de confiança, frutos de alegria, frutos que trarão sorrisos, alegrias, frutos que serão cercados pela nobreza de uma amizade eterna. Deixo nesse, pequeno texto, a minha grande admiração por uma amiga que estará sempre, sempre no fundo do meu coração. Alguém que jamais esquecerei a acompanharei em todos os lugares, em todos os momentos, alguém ligada não pelo sangue, mas pelo coração em um sentimento que jamais poderá ser descrito.

Por Mariane N. Souza
Foto por: Miriam Silvério

Singelo Desejo

A Fé move montanhas, sempre ouvimos isso. Lutar pelo que queremos, alcançar objetivos almejados, viver por um sonho e não em um sonho. Assim é a vida, como já dizia  música "Vivemos esperando dias melhores". Dizem que a vida é colorida pra aqueles que sabem ver as cores. As lutas são vencidas com a esperança, só ela nos mantém em pé e a Fé nos carrega. Comemoramos cada segundo como se fosse o último, seguros de que o amanhã será melhor. E será melhor, muito melhor. Tudo tem o seu início, seu meio e seu fim. Há pouco mais de um ano uma pedra apareceu no caminho de uma querida amiga, infelizmente a pedra se arrastou um pouco e acabou continuando no caminho, mas aos poucos ela foi quebrando com seu martelinho de Fé com cabo de Confiança. Hoje em reta final, a sua beleza resplandece em todas as manhãs, brilhando mais que os raios do sol, que acorda todos os dias, junto com o lindo sorriso que ela carrega em seu rosto perfeito. Mais um fim de ano está chegando e magia do Natal e o início do novo ano irá trazer mais realizações e com elas a cura de quem tanto nos faz bem. 
Por Mariane N. Souza
Foto por: Mayara Baldan

Morenidade

Garota dos lábios vermelhos. O ondulado dos cabelos da moça com shorts curto enlouquecia a cabeça dos homens do pequeno vilarejo. Todos os dias ela passava com sua bolsa rosa e sua delicadeza, chamando atenção por todos os lados. O que mais se ouvia eram assobios e cantadas de todos os cantos. Homens dos mais variados jeitos, baixos, altos, gordos, magros, loiros, morenos, carecas... Todos queriam sentir o gosto daquela morena que não olhava para os lados. A beleza da moça 'petrificava' quem a observasse, não era medusa, mas todas a "Afrodites" gostariam de enfeitiçá-la roubando suas formas. Nunca souberam seu nome, nem mesmo de onde viera ou pra onde ia. Só sabiam da beleza da formosa donzela e o poder da sua "morenidade".

Por Mariane N. Souza
Foto por: Larissa Patrini

Aviso

O vento eufórico
Abriu minha janela
Ele veio com voracidade
Trazendo consigo o sino da capela.

Por Mariane N. Souza


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sim...

Sim, acredito no amanhã!
Sim, acredito nas pessoas!
Sim, acredito na vida!
Sim, sei, tombos doem!
Sim, vou continuar acreditando!
Sim, a felicidade é minha amiga!
Sim, eu não ligo pra moda!
Sim, gosto de leituras!
Sim, acho fútil beleza!
Sim, sou simples e humilde!
Sim, acho que sou normal!
Sim, meus pais são os melhores!
Sim, eu sou gordinha!
Sim, acho lindo negros (as)!
Sim, gosto de branco, lilás e rosa bebê!
Sim, sou fascinada por livros!
Sim, eu amo o Natal e as quartas-feiras!
Sim, acredito em Papai Noel!
Sim, sonho todos os dias (acordada também)!
Sim, eu sei o que é amor!
Sim, já levei tombos horrendos!
Sim, história é sensacional!
Sim, adoro estudar e refletir também!
Sim, música me move!
Sim, tenho muitos amigos!
Sim, são todos verdadeiros!
Sim, a esperança me carrega!
Sim, tenho 20 anos!
Sim, me chamo Mariane!
... E acredito nas pessoas!


Por Mariane N. Souza


Carta ao meu Pai

Wenceslau Braz, 13 de dezembro de 2012 

Oi pai. Como vai? Espero que bem, faz tempo que não nos vemos. Hoje é seu aniversário então resolvi escrever-lhe esta carta como meio de parabenizá-lo, por estar longe não será possível um abraço, mas quero que leia e sinta-o aí contigo. 
Pai você lembra que eu era pequena e você esfregava minha barriga quando eu tinha dor? E as vezes que passeou a cavalo comigo a noite porque eu queria andar? Pai, lembra que íamos juntos pescar? Pai, você lembra quantas vezes se levantou a noite para me levar ao médico? E quantas pra me levar ao banheiro? 
Lembra quando eu deitava em seu braço a noite e você contava histórias até eu dormir dormir? Pai você lembra de quando jogávamos bola e quando você me ensinou a andar de bicicleta. Ah! E o meu caderno de matemática, que você odiava vê-lo bagunçado, quantas folhas jogadas fora, não? Você recorda de quando íamos à casa da vó e parávamos pelo caminho procurando amoras? Lembra-se das nossas danças, hilário, não? Sabe aquela vez que cortou o meu cabelo? Confesso, eu odiei! (risos) Quantas pipas você me ensinou a empinar e eu, um fracasso. Lembro-me de nossas brigas, quando te vi chorar. Lembro-me de momentos em que não nos falamos por minha teimosia. Pai, hoje sinto tanto sua falta. Gostaria de lhe pedir desculpas se te fiz mal algumas vezes, mas quero que tenha certeza de que te amo tanto que não existe formas de expressar. Nem se eu te desse o maior abraço do mundo não expressaria tudo que sinto. 
Você é e sempre foi o meu herói, meu ídolo, aquele que me espelho pra crescer e ser alguém. Obrigada por todas as vezes que me disse não. Todos os não’s que fizeram com que me tornasse a pessoa que sou hoje. 
Hoje é o seu dia. Seu aniversário e infelizmente não posso estar contigo, mas quero que você tenha certeza de que estou em pensamento a todo momento. Não esqueci de você um segundo sequer. Seu dia também é meu, já que sou sangue do seu sangue e com muita honra. Quero que Deus te abençoe sempre e você continue ao meu lado por muitos, muitos, muitos, mas muitos anos. Obrigada pai por ter-me feito sua filha, ter-me ensinado a andar e seguir pelo caminho certo. 
Bom, agora vou ficando por aqui, e deixando junto com essa carta o maior abraço que já te dei. Dessa vez deixo minha timidez de lado e digo que... Te amo pai!
Parabéns pelo seu dia e mais uma vez, obrigada por ser meu Pai. 

Volta logo, estou com muitas saudades. 

De sua eterna... menininha!
Por Mariane N. Souza

Pistas

Não ter ideia. Tem coisa pior?
Já pensei no céu. Nas estrelas. Pensei no vento, na chuva. Pensei no sol, na beleza do arco-íris. Já pensei na sombra. Já pensei na vida. Pensei nas flores, nos cantos. Pensei nos pássaros, na natureza. Já ouvi música, assisti filmes. Já li poemas, ouvi histórias. Já senti dor, dei risada. Já senti medo e ouvi mentiras. Já observei a areia e senti o movimento do mar. Mas nada, nada, traz-me a ideia certa para fazer com que siga os meus rastros.

Por Mariane N. Souza

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

As Pedras

Num bosque viviam duas pedras. A Rocheli e a Pedrina. Dois pequenos seres calados, nunca saíam do lugar, nem mesmo se entreolhavam, todos os moradores do bosque as chamavam de arrogantes. Ambas viviam lá, paradas, estagnadas, fingindo que o tempo não passava e para elas realmente não passava. Todos que pelo bosque caminhavam, tropeçava em uma delas. Mas continuavam sempre lá. Os tropeços geravam xingamentos, raivas, machucados e raiva. Mas mesmo assim nunca tiravam-nas do lugar. Todas as manhãs um senhor de cabelos brancos sentava em um banco defronte às duas pedras e as observava, via o quanto as pessoas não se importavam com elas, as tratavam como "pedras". Ele sempre dizia a mesma coisa para quem por lá caminhava:
_Filho, tire essa pedra! Mas ninguém nunca o fez. Até que certo dia, um menino de pouco mais de onze anos, passava com uma caixa de engraxate pelo bosque e, como de costume, também tropeçou nas pedras. Olhou a elas e disse:
_ Poxa vou tirá-las daqui, se eu tropecei qualquer um pode fazer a mesma coisa e se machucar. Ao levantar as pedras com grande surpresa o menino encontrou dois buracos encobertos por pedrinhas de ouro. O garoto não sabia o que fazer, olhava para um lado e outro tentando descobrir de quem era aquilo o que fazia e porque estava lá e ninguém tinha encontrado ainda. Ao olhar para trás o senhor grisalho de livro nas mãos sentado no banquinho velho o observava de com um sorriso suave no rosto. O garoto então perguntou-o:
_ Meu senhor isso é seu?
Com toda a serenidade do mundo e sabedoria o senhor disse:
_ Parabéns meu filho, sua hora chegou, leve as para casa. São todas suas. Sem nem pensar o garoto colocou as pedras dentro da caixinha de engraxate, perguntou ao senhor se ele queria algumas, e correu para sua casa mostrar à família o que tinha encontrado e que agora não precisariam mais viver na miséria. 
Naquele mesmo dia Rocheli e Pedrina desapareceram e o senhor não foi mais visto por aquelas bandas.
"Na maioria das vezes pedras são colocadas em nosso caminho para nos mostrar algo, não existe nada mais simples que levantá-las e tirá-las de lá. Sempre que uma pedra existir no seu caminho tire-a, não fique reclamando, nem se lamentando ou julgando alguém por estar acontecendo algo. Não são reclamações, nem lamentações que mudarão sua vida e sim o seu ato... Então tire as pedras do seu caminho!"
Certa vez num grande centro urbano existiam duas pedras, Rochele e Pedrina. As duas atrapalhavam a caminhada das pessoas do local. Num banquinho de frente a elas, todos os dias, estava um senhor grisalho e com um livro em mãos, observando tudo que...

Por Mariane N. Souza

Quando te vejo

Meu mundo pequeno e preto e branco fica colorido quando te vejo. 
As águas que atrapalham minha passagem secam quando te vejo. 
O sol que queima minha pele refresca quando te vejo. 
O vento forte que não me deixa caminhar pelas dunas de areia se acalmam quando de vejo. 
Os trovões barulhentos amedrontadores vão embora quando te vejo. 
Os pássaros cantam quando te vejo. 
As flores dançam quando te vejo. 
A lua sorri quando te vejo. 
O sol festeja quando te vejo. 
Meus olhos brilham quando te vejo. 
Meu coração grita quando te beijo. 
E minha boca clama por mais um beijo.
Por Mariane N. Souza

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Assim como a lua 
Meus olhos passam a brilhar
Quando minha boca encosta na tua
Num infinito particular.
Por Mariane N. Souza

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A Idéia

No coração da bela moça sempre houve a beleza e a esperança de dias melhores. Desde pequena buscava em seus atos agradar a todos e ser sempre compreensiva. O tempo foi passando pessoas ela conheceu, momentos ela viveu, sentimentos ela experimentou e decepções a entristeceu. Sua vontade não era mais de estar ali naquele lugar, onde nasceu, cresceu e naquele momento vivia. Conquistou o respeito de muitas pessoas, amizades de uma vida. Fez sua vida. Apaixonou-se e foi "espancada" pelo amor. Chorou noites e noites. Aquela esperança que um dia a fazia feliz agora já não existia mais. Seus olhos eram nublados, nublados por sentimentos impuros de um coração maltratado pelo tempo. Com o passar dos anos ela percebia que não existia cumplicidade, nem mesmo reciprocidade, a vida era negra e aquela pureza que sempre teve foi em vão. Os dias se passavam e não saía da mente da bela moça que a única solução era... O coração revidava, mas a mente continuava persistindo naquela mesma ideia "insana". No peito apertado e magoado por aqueles por quem ela sempre se dedicou, havia uma voz que gritava, pedia por socorro. Não havia nada a ser feito a não ser aquilo que por hora "atormentava" sua mente. Certa noite duas crianças brincavam pelo jardim da cidade e observaram algo que lhes chamou atenção. Uma moça de olhos claros, capuz preto e um esquisito vestido branco, conversando com os peixes na beira de um lago. Enxergavam somente seu rosto e mãos. Era a mesma bela moça que cansada da tristeza que o mundo lhe reservou entregou pra quem realmente merecia a vida que lhe concedera. Deus.

Por Mariane N. Souza


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Feliz

A segurança de um sorriso
Está na lembrança
Do paraíso
...
Por Mariane N. de  Souza

sábado, 10 de novembro de 2012

Enlouqueço

Estremeço por não ter-te
Envelheço por esperar-te
Enlouqueço por querer-te
E sofro por amar-te
...
Por Mariane N. Souza

Relapsos

O vento lá fora
Traz-me a lembrança
De um sonho que foi embora
Por Mariane N. Souza

Decadência

Meus passos te seguem
Sua voz me domina
Seus olhos me iluminam
Sua boca me fascina
Sua pele me alucina
Minha mente te busca
Em um mundo que me ofusca
...
Por Mariane N. Souza

Saudade

De olhos abertos 
Sonho mais um dia
Com seu beijos carinhosos
E o amor que você sentia
Por Mariane N. Souza

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

! Dúvida ?

Talvez essa seja a certeza
Da dúvida
Que sempre tive.

Talvez seja essa a beleza
Da música
Que em mim vive.

Talvez seja essa a clareza
Do momento
Que aqui estive.

Talvez seja essa a certeza
Da dúvida
Que sempre tive.

Por Mariane N. Souza

sábado, 3 de novembro de 2012

Distância

Lá fora o vento sopra trazendo o nome de alguém que ainda não conheço. Não sei de sua vida, nem alegrias, nem mesmo suas dores. Conheço somente a voz e a imagem daquele que cativa meu sorriso todas as noites, dias e madrugadas. Nome simples, papo interessante, pensamentos conservadores, cordialidade inigualável. 
No início era somente mais um, tentando tapar uma ferida aberta em um coração inexperiente, com o tempo surge à paz, a tranquilidade, o sentimento e a vontade de estar junto, nesse momento só a distância separa os corações sem suas metades. 
O aperto no peito acorda todas as manhãs acompanhando essas duas almas separadas pela distância. O tempo o único aliado e ao mesmo tempo inimigo, aquele que ajuda e atrapalha dificultando a realização da felicidade incerta, medrosa e desmedida.

Por Mariane N. Souza

domingo, 21 de outubro de 2012

Garras de assassino

Da minha boca gritos ecoam
Dos meus olhos lágrimas caem
Das suas mão meu coração voa
Arrancado com garras de bandido.

Pelo chão o sangue pinga
Deixando marcas da minha dor
Em minha mente a alma grita
Sofrendo por seu amor.

Nos meu olhos, veem sua imagem
Levando meus sonhos e indo embora
Deixando-me no chão, agonizando
Lutando por vida de outrora.

Por Mariane N. Souza

No silêncio do escuro

Um sonho dividido entre dois mundos
A verdade ou a mentira?
Aceitar ou encerrar tudo de vez?
Esperar cada passo, guardar cada sentimento
Imaginar um beijo, “sentir em pensamento”. 
Um labirinto separando duas almas “imortais” 
Dividas em mundos surreais. 
Ela de Marte, ele de Vênus 
Uma porta aberta e um espaço pequeno. 
Pelo labirinto ela corre 
Procurando a saída mais rápida. 
Contra o vento ela luta e de longe um grito escuta. 
Dois mundos, duas almas 
Perdidas no tempo e no destino 
Querer e não poder. 
O desespero aparece, as lágrimas começam a rolar 
Ao longe ela o vê de braços abertos, óculos escuro e sorriso largo no rosto branquinho e corado pelo vento gelado. 
Corações palpitando, pulso forte, rosto suado e respiração ofegante. 
Um abraço apertado. Dois mundos entrelaçados. 
Ele parado sentindo o corpo quente de sua amada e ela o olhando, admirando sua beleza. 
Amor impossível e utópico mesclado com realidade. 
Em suas costas um labirinto vazio e ultrapassado. 
Os dois, de mãos dadas, seguem o caminho no lindo jardim verde que ele não vê e ao som dos pássaros que ela não ouve. 
A cegueira e surdez de braços dados em busca do amor, agora possível e aclamado.



Por Mariane N. Souza

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Mãe de Deus

Em tuas mãos deixamos nossa vida
Em teu nome vemos a pureza
Tua presença cura todas as feridas
Que nascem das profundezas.



Minha, tua, nossa mãe
Mulher que nos faz crer
Que o amor ainda existe
E que a Fé irá, sempre, prevalecer.


Com ela aprendemos a semear
Aquilo que Deus pregou
Que o próximo temos que amar
E crer Naquele que nos salvou.

Obrigada Mãezinha
Por estar sempre conosco
Pelas estradas que sempre caminha
Ao lado do seu povo.

Por Mariane N. Souza


sábado, 29 de setembro de 2012

Sussurros

O doce som das tuas palavras
Sussurrando em meus ouvidos 
Deixa minha boca calada 
E atormenta os meus sentidos


Por Mariane N. Souza

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Presente

A porta abre e ele entra. 
_Olá querida, boa noite! Como estou cansado. Hoje no escritório estava uma correria. Cobranças e mais cobranças. O Fábio faltou hoje, tive que trabalhar por dois. Não via a hora de chegar em casa pra comemorarmos com um bom vinho! Aconteceu alguma coisa, amor? Você está tão quieta – mulher com cara fechada, sentada à beira do sofá com malas a sua volta -. 
_ O que são essas malas? Você vai viajar? Tem alguém aqui em casa? Sua mãe vem passar alguns dias conosco? Fala alguma coisa, por favor! 
_ Quem é ela? Por que você fez isso Ricardo? De onde ela é, aonde você a conheceu, foi naquela festinha na casa do Luiz? Por que não me contou? (Ela o estapeia, chorando, gritando eufórica). _ Jamais imaginei que você faria isso comigo! Essas malas são suas, quero que você desapareça dessa casa, nunca mais coloque os seus pés aqui dentro, seu idiota, covarde, cínico... Eu já deveria imaginar, chega todo dia com abraços e todo bonzinho. Comemorar o que? O aniversário da outra? Some daqui Ricardo, vai embora, vai morar com ela! (Chorando desesperada) 
_ Não existe ninguém Mônica, não há ninguém. Eu te amo e sempre amei, você sabe disso. Eu nunca fiz nada, não sei do que você está falando! 
_ Não se faça de bobo, Ricardo. Porque se tem uma coisa que você não é, é bobo. Então pegue as suas coisas e desapareça daqui. 
_ Mas meu amor, eu não fiz nada. Acabei de chegar em casa, estou cansado e ainda te convidei pra comemorarmos. 
_ Comemorar o que Ricardo? Ah! Aqui está o presente que encontrei no meio das suas coisas, pra você entregar a ela e o vinho que separou pra beberem juntos. – ela joga o presente – leve e desapareça daqui! 
Ele pega as malas, coloca o blazer nas costas, dá um beijo na cabeça da esposa lhe entrega o presente e o vinho e diz: 
_ Parabéns pelo nosso 7º aniversário de casamento, espero que o presente seja do seu gosto. 
E sai pela porta da frente de cabeça baixa, chorando. 
Ela fica, com o presente em mãos, boquiaberta e com a maquiagem toda borrada.

Por Mariane N. Souza

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Abismo

Seria isso necessário?
Ou é tudo ao contrário?
Seria a dor um simples fato?
Ou o amor é mesmo ingrato?
Seria ainda tão frio?
Ou são ilusões que na mente crio?

'Futilidades' ligadas ao sangue que correm pelo corpo mole e enrijecem secando o líquido vermelho e quente, parando todos os vasos, sugando sua energia e calando sua voz. Talvez seja essa a função do coração, fazer-nos sofrer sozinhos, sem a chance de gritar ou até mesmo viver de novo.
Por Mariane N. de Souza

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Entrando em pane

Banalidade revestida de livros, sonhos e poesia. Seria uma vida sem nexo, trivial? Ou seria ela recheada de conhecimento, sentimentos, conceitos, cordialidade e irrealidade? Difícil é a tarefa de descobrir o real sentido da vida. Estar em meio a tudo, mesclada com pessoas em todos os cantos. Falar coisas sem sentidos, ouvir histórias mirabolantes... Momentos intensos, porém passageiros. Fazer dos sorrisos, gargalhadas e das tristezas, solidão. 
Às vezes o único sentido é não ter sentido nenhum. Às vezes o nada é o único refúgio. Os olhos demonstram seu brilho e ao mesmo tempo ofuscação. Uma vida de balelas, mentiras e ao mesmo tempo realidade. Tudo é superficial, onde o que conta é aquilo que não sabemos nem mesmo o significado. Seríamos a verdade ou a mentira? Estamos descansando ou deixamos de existir? O que é normal ou anormal? Tudo na simplicidade ou algo que lhe camufle? De que adianta uma casca tão carrancuda ou então falsa se o que vale é o ‘miolo’? A mente não desliga, somente trabalha, trabalha... Até a hora que nos encontramos assim... em pane.

Por Mariane N. Souza

Seca

O vento assobia
Anunciando a chuva que vem de longe.
Enquanto as nuvens frias
Surgem, assustando o sol que se esconde.

Estrondos fortes e majestosos
Reinam sobre a terra fervente
O céu chora silencioso
Derrubando fortes lágrimas quentes.

A ‘pele’ da terra clama
Por água para o verde crescer
Mas a seca injusta e cigana
Teima em outra parte ‘nascer’.
Por Mariane N. de Souza

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Fotografia


Vejo lágrimas caindo por dentre linhas profundas que marcam o rosto sofrido, daquela que um dia sorriu de verdade. Cada passo dado é uma lágrima deslizando pelas trilhas que o tempo deixou. Na mente a lembrança de uma infância pobre, mas feliz. Pais amorosos, irmãos carinhosos.
Os galhos que hoje queimam, um dia, foram uma casa, um refúgio, onde com seus livros ela viajou para Londres, Paris, Grécia, Egito... e até mesmo ali do lado. A corda que arrebenta fio a fio e evapora com a fumaça, suportou crianças de todos os jeitos e tamanhos, proporcionou voos altos mesclados com fortes gargalhadas e momentos intensos e eufóricos. O banco que ficava no jardim embaixo da mesa de madeira, que hoje estala despedindo-se, leva consigo promessas e segredos compartidos entre amizades sinceras e que se apaga em cinzas e some com o vento. Cada móvel, cômodo... vai embora deixando somente a saudade do passado.
E aqui, fica guardada na memória a “Era” em que nada preocupava, tudo era considerado normal e as marcas que o tempo deixou para lembrar tudo aquilo que a “Era” também causou. Sua casa desmanchara por conta do fogo que roubou toda a alegria de alguém que carrega, somente, um estômago vazio e uma fotografia de família.

Por Mariane N. Souza

Se eu pudesse...

Se eu pudesse escolher
Escolheria seu sorriso
E a sua boca para beijar.
Enquanto meus dedos
deslisam por seu cabelo liso
E em teus braços me deitar.

Se eu pudesse seria o vento
Para em tua face tocar
Fechar teus olhos sonolentos
E nos teus sonhos habitar.

Se eu pudesse te levaria comigo
Para todo e qualquer lugar
Seríamos mais que bons amigos
Adormeceria com sua voz em noites de luar.

Se eu pudesse seria o sol
Para aquecer o seu corpo
Enrolado no lençol
Nas manhãs de dias quentes
Ouvindo o canto do rouxinol.

Se eu pudesse seria o infinito
Para dar-te tudo que sonha
Deixando um manuscrito
Descrevendo tudo que um dia...
Tive vergonha.

Se pudesse seria o céu
Para viver a te olhar.
E na sua boca ser o mel
Que derrete ao degustar.

Se eu pudesse te faria realidade
Tiraria-o da minha mente
E inventaria a felicidade
Que me deixa descontente.
Por Mariane N. Souza

sábado, 1 de setembro de 2012

Lembro-me

Lembro-me da época em que a única preocupação era brincar. 
Lembro-me daquela época em que os desenhos eram os únicos programas de televisão. 
Lembro-me daquela época em que a Sessão da Tarde era um cinema. 
Lembro-me daquela época em que brincava de carrinho, boneca... 
Lembro-me daquela época em que o dinheiro não importava. 
Lembro-me daquela época em que não importava o que as pessoas pensavam, continuávamos falando, cantando, dançando... 
Lembro-me daquela época em que o batuque da música entrava pelos ouvidos e fazia o corpo requebrar.
Lembro-me daquela época em que não nos preocupávamos com aparência
Lembro-me daquela época em que o amor inocente surgia e ia embora sem deixar uma lágrima. 
Lembro-me daquela época em que novelas eram emocionantes, as músicas marcavam. 
Lembro-me daquela época em que o escuro trazia medo. 
Lembro-me daquela época em que legumes eram de outro planeta. 
Lembro-me daquela época em que anoitecia e lá estávamos na rua... brincando. 
Lembro-me daquela época em que só a água já matava nossa sede. 
Lembro-me daquela época em que corríamos pelas ruas e quarteirões, brincando de pique-esconde. 
Lembro-me daquela época em que soltávamos bolinha de sabão.
Lembro-me daquela época em que a vovó contava histórias.
Lembro-me daquela época em que o solado machucava e fazia-nos chorar. 
Lembro-me daquela época em que a mamãe chamando pra entrar era decepcionante. 
Lembro-me daquela época em que o iogurte tinha outro sabor. 
Lembro-me daquela época em que... não necessitávamos de lembranças para sermos felizes.

Por Mariane N. Souza

sábado, 25 de agosto de 2012

Sorriso

Dia...
Momentos...
Amigos...
Família...
Sentimento...
Intensidade...
Lembranças?
_ O sorriso!
Por Mariane N. Souza

Imaginação

Às vezes,
Meus pés sem do chão
Então voo pela imensidão azul

Por Mariane N. Souza

Estrelas

Noite quieta.
Bateram em minha janela
Abri devagarinho
E elas entraram
Por Mariane N. Souza

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Nos olhos de uma criança

Nos olhos de uma criança
Vejo um mundo colorido
O verde traz a lembrança
Do futebol com os amigos.

Nos olhos de uma criança
Vejo lágrimas de dor
O banho traz a lembrança
Do tombo por uma flor.

Nos olhos de uma criança
Vejo o carinho sincero
O abraço traz a lembrança
Daquilo que mais quero.


Nos olhos de uma criança
Vejo a inocência
O mundo traz a lembrança
De um sonho sem aparência.

Nos olhos de uma criança
Vejo gargalhadas escancaradas
Passeios trazem lembranças
De parques e palhaçadas.

Nos olhos de uma criança
Vejo pessoas menos sofridas
O diário traz a lembrança
De histórias de outras vidas.

Nos olhos de uma criança
Vejo sempre uma esperança
Vejo o sol, vejo a lua
Sorvetes, sonhos e a rua
Vejo somente boas lembranças.
Por Mariane N. Souza










Viver

Importar-se com o que os outros pensam. Difícil quem não se importa! E daí se você está de saia curta ou então gosta de roupas pretas? Como dizem, ninguém paga suas contas! Mas quando ouvimos alguém pronunciar o nosso nome criticando a maneira como agimos, nos vestimos, nos comportamos... o sangue ferve. Algumas pessoas se 'contraem' acabam se sentindo excluídos, menosprezados, alguns ficam tão presos ao que o outro pensa que caem em profunda tristeza até adoecer. Uma infeliz realidade social.
Cansei de ouvir pessoas dizendo que não 'ligam' para o que os outros pensam ou deixam de pensar. Talvez não mesmo, esses sim são, realmente, felizes. Viver assim seria bom. Fazer somente o que gostamos e o que queremos sem pensar nas consequências, muito menos no que irão falar ou não de você. Mas aí caio em contradição. E a reputação, onde ela fica nesse contexto? E o nome para onde ele iria? Já dizia meu vô, que a única coisa que jamais podemos sujar é o nosso nome, pois é algo que nunca mais ficará limpo. Na sociedade não existem 'máquinas de lavar nomes', portanto temos que cuidar do nosso. Tentar viver de uma forma 'adaptável' com a sociedade, em contrapartida acabamos caindo no "padrão" que nos é, ocultamente, imposto e infelizmente aceito por, digamos que quase, todos.
Então ainda fico pensando em como ser, me importando com o que pensam ou sendo quem sou e chego ao consenso de que a felicidade está naquele que sabe aproveitar da vida "como se não houvesse amanhã". (música de Renato Russo)
Agora, caros, leitores reflitam um pouco e prestem atenção no que estão fazendo de suas vidas.

Por Mariane N. Souza


domingo, 19 de agosto de 2012

Loucuras

Madrugada. Ar gélido. Mente longe. Viajando por lugares insonháveis e abrasadores. Lugares que esquentam nossa pele e imaginação. Que nos fazem pisar nas nuvens e voltar em minutos. Que nos leva e traz, deixando-nos no mesmo lugar de onde 'tirou'. Lugar onde os olhos se fecham devagar enfraquecendo o seu corpo, sugando sua força e afagando seu ego. Lugar onde as horas voam, os medos, tristezas e mágoas somem e são esquecidas por horas, são tirados com carinho. Lugar onde as palavras fazem sentido e então se entende porque existe um coração. Lugar que só existe nas madrugadas geladas em que o sonho vai embora deixando a 'loucura' e a 'pretensão' trabalharem em seu lugar.

Por Mariane N. Souza

'Ilúcida'

Hoje,
No "meu silêncio"
Até uma mosca
Vira orquestra

Por Mariane N. Souza

sábado, 11 de agosto de 2012

Às amigas do coração

Um desenho é criado
Aquele do coração
Amigos e aliados
Vivendo de emoção

Em meio a tantos
Duas foram escolhidas
Abençoadas por santos
Compartilhadas em outras vidas

Amigas que com o tempo
Conquistaram seu espaço
Companheiras no desalento
E até mesmo no cansaço

Pessoas queridas
Numa eterna amizade
Fantásticas amigas
Irmãs de verdade
...

Uma amizade surge quando menos esperamos, pessoas que jamais imaginamos conhecer aparem, brotam da terra, são mandadas por Deus. Pessoas que compatilham estrelas, piscinas, pensamentos... Elas te fazem pisar nas nuvens sem mesmo te tirar da terra. Elas fazem você voar, sentindo a liberdade e sonhando com um futuro próspero. Amizades eternas que ficam na mente, no coração e marcadas na alma. Vidas entrelaçadas por palavras trocadas. Pessoas que secam suas lágrimas e compartilham dos seus sorrisos. Anjos que amparam e te carregam. Afagam num simples abraço, pessoas sinceras e de tenro amor. São eternas amigas que fazem da sua simples vida a mais preciosa. A vocês amigas do coração que levarei comigo para sempre e qualquer lugar um sincero obrigada por estarem sempre ao meu lado.

Por Mariane N. Souza


 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Nove meses pra nascer
Trinta anos pra crescer
E uma vida pra aprender
Por Mariane N. Souza

Vento

No mundo do medo 
Só o vento me apavora 
Ele traz o desapego 
E lembranças de outrora
Por Mariane N. Souza

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Bullying

Gargalhadas
Olhares sorridentes
Espalhadas
Por um som estridente

Felicidade?
Não!
Sanidade?
Em vão!

No chão um “animal”
Com o corpo machucado
Humilhado pelo “mal”
Era um “bicho” acuado

Chutes, socos, berros e sangue
Espalhados pelo vento
Ele foi pego por uma gangue
E sentiu o sabor do sofrimento

Todo dia do mesmo jeito
Só porque era gago
Pisotearam no respeito
E cuspiram do seu lado

Hoje o “bicho” está morto
Foi espancado até o final
Os vermes devoram o seu corpo
Que foi maltratado feito animal.
Por Mariane N. Souza

Otimismo

No caminho do sucesso
Uma pedra encontrei
Buscando pelo progresso
No cansaço esbarrei

Procurando a destreza
A deficiência me estagnou
Caí em profunda tristeza
E o meu ânimo evaporou

Porém no momento
Em que as lágrimas caíam
Uma voz lá no fundo
Sussurrou o que eu já sabia


Que empecilhos existem,
Mas temos que nos levantar
Que só os fracos desistem
Porque deixam de sonhar.
Por Mariane N. Souza

Pesadelos

As noites demoram a passar
Nos dias em que o medo é profundo
Os pesadelos vêm nos visitar
Inundando de pavor nosso mundo

Os cobertores até a cabeça tapam
E os olhos temem a se fechar
Clarões e vultos se enxergam
Através da coberta que insiste em gelar

As mãos suam constantemente
E o coro se encolhe tentando esconder
“Fantasmas” perturbam nossa mente
Que clama para o sol aparecer

Orações são feitas baixinho
Pedindo a Deus proteção
O medo dói mais que espinhos,
Mas que some depois da oração.
Por Mariane N. Souza

Palavras que me acordam

Passarinhos cantam em minha janela
Na manhã quem que escrevo com pressa
Ideias surgem rápido e em remessa
Transformando palavras em balela


No início acordam bem preguiçosas
Dizem-me bom dia baixinho
Então recebo um abraço com carinho
Das palavras que surgem amorosas

Na escrivaninha o papel desperta
Chamando a caneta consigo
Vem todos deitarem comigo
E palavras surgem embaixo da coberta

Começo a escrever vorazmente
Às vezes paro e olho cansada
Mas elas insistem em ficar acordadas
Surgindo e saltitando em minha mente

Essas horas passam voando
Chegou a hora de levantar.
Arrumo-me e vou trabalhar
Acompanhadas das palavras que me seguem cantando.

Por Mariane N. Souza



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