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domingo, 14 de setembro de 2014

O Pedido

Tic tac, tic tac, tic tac...

Ela olha o relógio e o telefone a cada 30 segundos.

Tic tac, tic tac... trrrrriiiimmmm

O telefone tocou.
   - Alô!
   - Oi, por gentileza, a Raquel?
   - Desculpe meu senhor, mas se equivocou com o número.
   - Tudo bem, obrigado!

Tic tac, tic tac, tic tac...
   - Esse telefone que não toca!
 Dim dom, dim dom
   - Não, campainha agora não! 

Ela abre a porta com rispidez e o semblante ansioso e enfurecido é encoberto por um lindo buquê de rosas vermelhas, escondendo um pedido:
   - Oi, perdi seu número, adorei a noite passada. Sai comigo?

Ela tira o relógio, desliga o telefone, coloca o buquê sobre o sofá, fecha a porta e sai sem lembrar do tempo.
Por Mariane N. Souza
Fonte: Google Images

Lençol Branco

A mão leve escorregava pelo corpo macio e sedoso da moça dos lábios vermelhos. Olhares voluptuosos. Cada toque trocado os estremecia. Nas faces ruborizadas o suor deslizava com cuidado. Sobre a cama o lençol branco transparecia a pureza dos dois jovens amantes. Corpos arrepiados e arredios. Aos poucos as bocas se encostam e numa fração de segundos o ambiente transcende desejo. Dois corpos emaranhados sentiam o pulsar forte do coração tentando escapar. Tremores, gritos e euforia. 
Então tudo para e o ambiente se acalma. E lá estão os jovens enamorados encharcados de prazer no seu primeiro deleite, sob o lençol que já não é mais branco.

Por Mariane N. Souza
Fonte: Google Images

Essência e nada mais

Promessas
Palavras
Abraços
Pureza
Medo
E incerteza.

O tempo...
Simples e rápido.

O vento...
Fresco e calmo.

Ele e ela
Ou
Ela e ela
Ou
Ele e ele

Fortes e unidos
Amantes e bandidos
Sequestram o cupido
E roubam-lhe o amor.

Por Mariane N. Souza
Fonte: Google Images

domingo, 7 de setembro de 2014

Filhote de Passarinho

Hoje queria ser...
Um filhote de passarinho
Voar por dentre as nuvens
E quando estivesse cansado
Voltar ao aconchego do ninho.

Hoje queria ser...
Um filhote de passarinho
Cantar sobre galhos das árvores
E nas penas sentir o vento

Que sopra as asas devagarinho.

Mas como não posso voar
Continuo seguindo meu caminho
Voando com os pés no chão
E imaginando como seria...
Ser um filhote de passarinho.


Por Mariane N. Souza
Fonte: Google Images



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