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terça-feira, 29 de novembro de 2011

O tempo voa

O ano passou e nem percebemos, momentos ficaram na lembrança, vidas foram perdidas, pessoas nasceram e aqui estamos nós presenciando mais um fim de ano. Dezembro está próximo, mês da magia, magia do Natal. Ah! O Natal, melhor época do ano, onde as famílias se reúnem e a paz faz parte das casas de todas as pessoas. Clima de festa, noites quentes, a melhor época do ano. Há quem diga que o Natal não deixa de ser uma data como outra qualquer e que a tristeza e a emoção que reina, embora essas controvérsias Nele a noite é mágica, onde os sonhos realizam e o escuro da noite se torna colorido, fazendo as estrelas do céu dançarem na emoção da noite natalina. 
Além do mais o Natal é nada mais, nada menos que o Aniversário de Jesus Cristo, nosso salvador, que deu a vida pelo seu povo. Então nada mais justo que comemorarmos com alegria, sermos solidários... Natal é época de ajudar o próximo, de fazer aquilo que não foi feito durante o ano. Deixar de lado a arrogância, o preconceito e “curtir” a noite natalina de forma homogênea. 
Ruas com casas enfeitadas, pessoas alegres rindo pelas calçadas, todos se cumprimentam, histórias por todos os cantos, crianças brincando, musicas, festas... O Natal é a mais impressionante data já vista, é como se o ódio, a raiva, a mentira, a tristeza fosse esquecida por todos se sobressaindo a paz, a alegria, a verdade, a positividade, o respeito e acima de tudo a solidariedade. 
No Natal viver é uma dádiva, onde se tem prazer em dizer um “oi”. 
Ah! O Natal... Nada maior muito menos, melhor que o Natal.


Por Mariane N. de Souza


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Passarinho das penas amarelas

Hoje venho contar a história
De um pássaro que não sabia cantar
Guardo sempre na memória
Seu esforço para assobiar

Bichinho do bico laranja
Que pousa todo dia em minha janela
Mas o talento que esbanja
Sai somente das penas amarelas

A voz do passarinho
Fica presa no ar
Mesmo tentando de devagarzinho
Não consegue cantar

O pescocinho com força estica
Tentando o problema resolver
Mas a voz presa fica
E o pequenininho começa a aborrecer

Todo dia na janela do meu quarto
Tenta me acordar com um assobio,
Mas levanto, deixo-o e parto
E ele sai triste e arredio 



Certo dia ele cansado 
Desistiu de tentar assobiar
Enquanto voava desanimado
Começou a se lembrar


Dos ensinamentos da velha coruja
De quando estava aprendendo a decolar
“Não devemos entregar de lambuja”
Aquilo que estamos a sonhar

Relembrando o passarinho se alegra
E volta seu objetivo buscar
O esforço que nunca nega
Fez-se o sonho realizar

Porém sua voz sai apenas
Nas manhãs de vento quentinho
Aonde chega balançando suas penas
Na janela do meu quarto, onde fica seu ninho
Por Mariane N. Souza


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Enganados pela lua

O frio da campina acompanha todos que lá moram. Lá o ano ainda não passou, estão todos esperando para a chegada do verão, porém enquanto é inverno aproveitam suas lareiras e chocolates quentes para contarem histórias, sentados ao chão. 
O lugar é um dos mais bonitos já vistos em todo o mundo. As casas cercadas por capins verdinhos e macios. De manhã o orvalho que cai das folhas deixa a paisagem ainda mais espetacular. As casas são pequenos chalés, rodeados de árvores altas, com folhas verdinhas, fechadas por cercas de madeira branca e limpa. Ao fundo existe um bosque, que no verão, atrai turistas de todos os lados. Lugar lindo e perfeito para quem gosta do ar límpido e mata verde, durante o dia. 
Contudo mesmo com tanta beleza o lugar reserva histórias assombrosas onde apenas pessoas que já passaram por lá, conhecem. Os moradores do lugar, dizem que nas noites de lua minguante as árvores se mexem, tirando as raízes do fundo da terra, capturando pessoas e a partir de então nunca mais é visto aquele foi capturado. 
Um senhor, conta que sua esposa e filhos foram levados pelas árvores do bosque e afirma também que pequenos serem habitam as copas dessas árvores, mas só saem de suas casas nas noites, porque o sol queima a pele dos “estranhos seres” por não serem cobertos por nada, além da pele branca e reluzente. Dizem também que eles comem alguns dos cogumelos azuis que nascem nas montanhas rochosas ali perto e que o dia em que não houver mais cogumelos, os serem humanos é que servirão de alimento para esses seres. 
Alguns contam que os pequenos monstrinhos já se alimentam de carne humana e por isso as árvores capturam quem passa pelo bosque depois que escurece. Dizem também que a lua minguante é a principal aliada dos “bonequinhos” e das árvores vivas, por ser quando a Lua, o Sol e Terra estão alinhados. 
Poucas pessoas tiveram coragem de enfrentar as árvores e seus moradores, os poucos que tiveram coragem, nunca mais se ouviu falar. 
Essa é a história da Campina dos Seres Azuis e Árvores Vivas. Se alguém, algum dia tiver coragem de passar por esse lugar nas noites de lua minguante tem minha admiração, por mais curiosidade que eu tenha, jamais voltarei para lá.

Por Mariane N. Souza


A prática da leitura na vivência social

Muitos leem por obrigação, outros por satisfação, mas pelo menos um pouquinho leem. Hipocondríacos leem bulas de remédio, médicos livros de medicina, advogados leis, crianças livros de fantasia, historiadores livros de história..., mas todos leem. Tinham, pelo menos, que ler. 
Hoje em dia, mesmo com a evolução da tecnologia não há quem não leia. Quem liga um computador e acessa alguma rede social precisa ler para entender o que lá está inserido. Além de notícias em noticiários online e tudo mais. 
Adolescentes, quando estão na escola, dizem que não sabem o porquê daquilo, porque aprender a ler. Que professor nunca ouviu alunos dizerem: _ Ah! Professor ler? Por que, que diferença isso vai fazer na minha vida? 
Pergunta importantíssima e óbvia de ser respondida. Imagina nossa vida sem leitura, olharmos para uma placa ou um cardápio e não sabermos para onde ir ou o que pedir para saciar nossa fome. Isso seria, acima de tudo, constrangedor. Hoje há vários métodos para ser alfabetizado, saber ler e escrever. Até mesmo adultos e idosos têm esse privilégio, vários recursos existem para saciar essa cobrança da sociedade. 
Assim sendo, percebemos a importância da leitura na nossa vida, no nosso dia a dia. Livros podem ser apenas folhas com “rabiscos”, mas são os principais motivadores e transformadores do ser humano. São pequenos objetos que transformam vidas e transmitem conhecimento, ampliando visões e formando ignorantes nos maiores intelectuais da face da Terra.

Por Mariane N. Souza

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Simples feito o amor

Sorriso simples no rosto 
Comum feito água 
Os olhos brilhantes do moço 
Apagam resquícios de mágoa 

A voz doce toca o ouvido 
Daquela que sonha de olhos abertos 
Com um momento ao lado do proferido 
Pelas bocas dos espertos 

Abraços seu corpo sente 
Em momentos de carência 
Relapsos de uma mente 
Levada pela “demência” 

As pupilas se dilatam 
E os olhos arregalam 
Ao ver passar caminhando 
Aquele que muitas bocas calam 

Calam pela doçura 
Até mesmo com beijos ardentes 
Sentimento que se mistura 
Entre sensações quentes 

Os versos simples da boca 
Surgem na voz da menina 
Que leva consigo o moço 
Passeando pela campina

Por Mariane N. Souza


“De lírios”

Momentos de tristeza e dor 
São marcados por brigas fortes 
Conciliadas com noites de amor 
Depois do “leito de morte” 

Corações despedaçados, 
Magoados e desiludidos 
Também são perdoados 
Com um buquê de lírios perdidos 

Palavras duras e rústicas 
Proferidas por bocas amantes 
Esquecidas pelas rosas 
Recebidas no jantar dançante 

Surpresas embaixo da porta 
Tiram suspiro da moça 
Que com batidas fortes acorda 
Recebendo lírios e coração de louça 

Reconciliação, pedidos e agrados 
São feitos com presentes 
Dados por noivos e namorados 
Com buquês de flores “carentes” 
Ou rosas e lírios molhados

Por Mariane N. Souza


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ass.: Dor

Minha vida é um cubículo, cercada por paredes invisíveis, por onde minha voz ecoa fazendo-me pensar naquilo que ainda não fiz. Às vezes sou sufocada pela própria voz, necessitando gritar, mas ouvindo apenas o sussurro da minha alma. O sarcasmo e o cinismo me rodeiam, a mentira anda ao meu lado, esperando para ser “convocada”. 
O vento que me toca é diferente dos outros, trás com ele poeira que suja minha garganta, me impedindo de falar. 
O sonho não é sonho, pesadelos consomem minha noite, quando a insônia vai embora, oráculos veem maus presságios e a lua escurece ao ver-me passar. 
Mesmo assim, busco a límpida água que limpa minha alma, retirando toda poeira de minha garganta, expelindo aquilo que me faz mal, ando de mãos dadas com a verdade e compartilho meus dias com a esperança. Procuro nos pesadelos o aprendizado, buscando o estímulo do sonho bom; enquanto isso as paredes são explodidas com meu grito de libertação, deixando minha alma livre para seguir seu caminho rumo ao azul do céu.
Por Mariane N. Souza




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