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sábado, 7 de julho de 2012

Metamorfose

Houve um lugar onde não existia cor, um bosque com árvores secas, coberto pela escuridão. Nesse lugar nem o sol chegava. Os raios fugiam. Um lugar onde a tristeza reinava, a solidão era companhia. Podia-se dizer que vida não existia, pois os seres da floresta fugiam. Não saíam de suas casas, nem tocas. O medo rondava cada galho seco das árvores ou caídos no chão. O vento que soprava era forte, mas passava rápido pelo receio de não “sobreviver”, o ar que lá existia era sujo e comprimido, sufocante. Mas no meio de toda aquela assombrosa visão nasceu uma margarida branca. Nesse dia os elfos saíram de suas casas, curiosos para ver algo tão lindo em um lugar tão arrepiador. Abaixo da flor o capim era verdinho, como se tivesse vindo do paraíso. De repente a flor acorda. Então, as árvores brabas começaram a pressionar a tão delicada plantinha, pedindo para que ela falasse o que estava fazendo no bosque delas. Gesticulavam balançando os galhos secos, batendo umas nas outras quebrando alguns brotos que estavam a nascer. A florzinha mesmo apavorada não respondia o porquê de estar lá, seus olhos brilhavam, mas não conseguia pronunciar uma palavra. Então, abelhas pretas, a mando das sombrias árvores vinham em sua direção rondando e ameaçando sugar todo o seu pólen, mesmo assim a branca flor não mencionava uma palavra. Cada vez mais as os troncos, árvores, lama... chegavam perto sufocando a flor. Foi então, que o pequeno escol chorou. Suas lágrimas caíram lentamente, tocando a terra seca e por estranho que pareça, a terra fertilizou. Sentiu-se vigorada. A flor então assustada, olhou para baixo e percebeu que mais espécies como ela começavam a nascer, percebeu também que o verde começava a se espalhar pelo chão tristonho e irritado. Olhou para suas pétalas e viu algumas lágrimas ainda escorrendo e mesmo sem pronunciar uma palavra soprou as gotas nos troncos das árvores, que foram renovando, ficando verdes, com novos brotos. A nova flor que nascia percebendo a transformação tocou a lama que se tornou um límpido lago e assim foram até conseguirem deixar a floresta incolor, colorida, cheia de vida. Espantou a tristeza e raiva, renascendo a felicidade e a bondade. Os seres da floresta, começaram a sair, encantados com tanta beleza. Lá no céu o sol nasceu quentinho, aquecendo as gotas do orvalho que surgiram. Porém mesmo com toda essa mudança da tão delicada e pequena flor ela não disse nenhuma palavra, somente sorria. Foi então que os capins debaixo dela olharam para ela se comunicando através de sinais. A flor não falava. 

Por meio dessa simples história, quero dizer, que não importa como seja alguém, não importa se ela é diferente ou não, saiba conviver com as diferenças, aprenda a lidar com o ser humano de uma forma carinhosa, simpática, acolha bem o novo, sugue dele aquilo que trás de bom. Seja simpático, seja acolhedor. São pessoas boas que nos transformam. Não precisa ela falar uma só palavra, deixe que sua bondade e vontade de ajudar floresçam. Pessoas assim, são mandadas por Deus e por mais triste e inesperada que seja sua estadia, vem sempre para deixar colorido aquilo que transformamos em preto e branco. Portanto repito: saiba ser acolhedor. Seja como o Pai ensinou: ame seu próximo como a si mesmo.

Por Mariane N. Souza

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