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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Calor

E assim foi, pelo caminho, deixando seus passos
Acompanhado pela sombra
Que o sol quentinho criava
Sol que deixava a pele morena, vermelha
Que fazia ela transpirar
E pela blusa suada era possível ver um coração pulsando forte
Batendo rápido
...
Era só mais um dia de verão.

Por Mariane N. Souza

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Oculto

Dúvidas... Incertezas... Medos... Tristezas... 
Uma vida de mesmice, transbordando indecisão. 
Procurar o certo, com medo do erro, sintetizado no silêncio de bocas caladas. 
Olhos que brilham mergulhados em dor. 
Marcas que percorrem a face. 
Sonhos e esperanças pisoteadas por sapatos vazios, cansados de sofrimento. 
Todas as noites as lembranças de tempos melhores, vindouros e sinceros. 
Noites frias e fieis. Fidelidade à sombra, a dor e a compaixão. Simples atos revoltos e pacatos. 
Uma casa vazia na presença de um corpo sem espírito, somente os corvos no ninho criado no sótão esquecido pelo tempo.
Por Mariane N. Souza

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Para Refletir...

Primeiro passo 
_ Confiante 
Agora o segundo 
_ Ainda feliz 
E que venha o terceiro 
_ Opa... um tropeção. Cuidado! 
Quarto passo? 
_ Esse foi com um pulinho, tinha uma pedra no debaixo. 
Quinto passo 
_ “Tô” cansada... Calma está chegando! 
Sexto passo 
_ Não quero mais. Ei, perseverança, vamos, falta pouco! 
Sétimo passo. 
(Rastejando) _Não vou conseguir! Venha, você consegue! 
Oitavo passo 
_ Seja firme. Vamos! 
Nono passo 
(Chorando) _Não, quero voltar, não vou continuar! 
Décimo passo... 
_ Uau, aqui é incrível. Que lugar sensacional!
... Pronto agora solte suas asas, voe e aprenda a superar. Só chegam ao topo os que persistem e só conseguem os que tem humildade de aceitar uma ajuda.

Por Mariane N. Souza

Confusão de adolescente

Talvez seja o momento 
Talvez a opinião 
Talvez seja o pensamento 
Ou então o coração 

Não se sabe ao certo 
Como tudo acontece 
Quando vê está aberto 
E do nada enlouquece 

É surreal e infinito 
Não acaba, nem vai embora 
Algo “sinistro” 
Só entende quem namora. 
Por Mariane N. Souza


Foi Deus...

Certa vez eu tive um sonho. Sonhei que Deus estava comigo. Ele me pegava pelo braço, carregava no colo. Olhava em meus olhos e dizia que me amava. Nesse sonho, Deus tocava em meus pensamentos! É, Ele tocava em meus pensamentos! Lembro-me que caminhamos por um longo caminho. Logo de manhã Ele me recebeu com um delicioso café. Jamais me esquecerei do cheiro delicioso do café quentinho e feito na hora. Ele andava pelas tábuas soltas de uma casa simples. Era como se uma luz radiante o iluminasse o tempo todo. Sobre a mesa havia uma linda toalha xadrez, vermelha e branca e um prato com fatias de pães quentinhos, como se estivessem acabado de sair do forno. 
Num relance acordei devagarinho, um ventinho gelado tocava meu corpo por baixo do cobertor, cobri-me virei para o lado e continuei a sonhar. Nesse momento estávamos em cima de uma árvore. No mais alto dos galhos. No horizonte a beleza do capim verdinho embriagado com as gotas do orvalho que a noite deixara para trás. Por lá ficamos horas. Não sei se conversamos, não sei o que ouvi, muito menos o que falei. Lembro-me somente da brisa suave, do lugar fascinante e a presença d’Ele ao meu lado, mas somente aquilo era o que eu precisava. Somente da Sua presença. 
Enquanto estivemos sentados sobre aquele galho, era como se nada me atingisse, como se houvesse um escudo ali, na minha frente, poderia o mundo acabar que não me atingiria. Aconteceram momentos que senti lágrimas caírem, não entendi porque, mas era involuntário. Afinal, era um sonho. E assim como todo sonho bom, nada melhor que usufruir cada segundo, pois, como sabemos, sonhos duram pouco, então temos mais é que aproveitar. Além do mais, não é todo dia que sonhamos com Deus não é mesmo? 
Pois bem, assim se passou toda a noite, o mais tranquilo, suave e indescritível sonho que já tive. Minha mente registrara algo que jamais esquecerei. As mãos de Deus passando sobre meu rosto e por mais incrível que pareça, não me lembro do seu rosto, somente do vento, momento e sentimento de eternidade. 
Ao acordar do outro dia, olhei para o céu e fiquei imaginando... Para onde foi Papai do Céu? Então lembrei de que, no sonho, em momento algum O vi, mas Ele estava ali do meu lado o tempo todo, tirando o meu medo, recarregando minhas energias, num emaranhado de carinho mesclado com o poder de ser meu Pai.

Por Mariane N. Souza

sábado, 14 de julho de 2012

Inspirações Lunáticas

Natureza me inspira
O sol quente bate na janela
Logo de manhãzinha
Acordando a donzela
De uma noite quentinha

Já as noites são mais claras
Iluminadas pela lua cheia
Que aparece a tardezinha
Quando leva o dia embora
E trás a noite “macia”

O que seria de nós sem ela
Sem a mãe natureza?
O quentinho da manhã
E o friozinho da noite
O verde da flora
E a beleza da fauna
As cascatas adornam
Essa formosura estrelada
Mesclada de sentimentos
Que flutuam em nossa mente
Em translúcidos momentos

Não há nada mais lindo
Nem mais encantador
É louvável o sol chegando
E acordando a flor

Ver o orvalho escorrendo
Pelas plantinhas quietas
As abelhas tomando o mel
As borboletas dançando
O vento soprando no céu
E a mente sonhando...

Sonhando com a fascinante
Manhã colorida e até mesmo cinzenta
Agradecendo mais um dia de vida
Em meio a tanta tormenta
Inda temos a natureza
Para apaziguar tanta injustiça
Que nos aparece para decepcionar
Mas que vai embora diante de tanta nobreza
Que abençoa a mãe natureza!
Por Mariane N. Souza

Maestrias Borboletas

Borboletas
Coloridas
Pequenos voadores
Caracterizados pelas cores
Que transforma o dia
Na mais doce melodia

Na simetria da beleza
Orgulhosa a mãe natureza
Observa sua criação
No céu o Todo Poderoso
Sorri com dedicação
Observando a delicadeza
Das lindas borboletas

Suas filhas voando alegres
Dançando pela estação
Primavera, outono
Inverno e verão
Não importa o dia
Muito menos a localização

Para elas não há tempo ruim
Nem mesmo a tristeza
Estão sempre felizes
E exalando beleza

Ah! Borboletas
Seres encantadores
Presentes da natureza
Que dançam e cantam sobre as flores

O verde derramando o orvalho
Saúda as sedutoras maestrias
"Deusas Afrodites" e lunáticas
Pela natureza
De um dia de sol fervente
Que sufoca nossa mente
Translucidando a alegria.
Por Mariane N. Souza


Dores passageiras

Momentos de encanto
Momentos de carinho
Troca de olhar
Cada beijinho
E cada transpirar

Fascínio
Admiração
 Silêncio
Respiração

Abraços apertados
Sorrisos calados
Palavras profanas
De uma mente insana
Atormentada por um amor
Que jamais existiu

Na mente da garota a felicidade resplandece
E do menino mentiras insonháveis
Infortúnio transparece
Sem nem mesmo ela entender
No final tudo confuso
Ela não sabe
E ele esconde
Final infeliz
De um começo astucio

Experiências trocadas
De bocas beijadas
Sensações descritas
Por vozes benditas

Medo e euforia
Tocando a sinfonia
Do cupido atrapalhado
Que juntou um casal enamorado
Da maneira mais insegura

Hoje as músicas trocadas
Foram descartadas
Jogadas no lixo
Como um bicho
Ela não ouve,
Não toca
E não sente

A frieza fez de um coração puro,
Gélido
Fez de uma mente vazia
A tormenta de uma dor
Chamada de amor
E pelo tempo perdido.

Por Mariane N. Souza

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sol Poente

Num rápido piscar
Adormeci profundamente
Pus-me num sonho encontrar
Com um rosto sorridente

Tentei enxergar com nitidez
De quem era o tal sorriso
Mas num estalo de rapidez
Acordei indeciso

Foi, somente, um pestanejar
Que confundiu a minha mente
Não tenho com quem sonhar
Que tenha o brilho do sol poente

Por Mariane N. Souza
Obra Sol Poente de Tarsila do Amaral

sábado, 7 de julho de 2012

Metamorfose

Houve um lugar onde não existia cor, um bosque com árvores secas, coberto pela escuridão. Nesse lugar nem o sol chegava. Os raios fugiam. Um lugar onde a tristeza reinava, a solidão era companhia. Podia-se dizer que vida não existia, pois os seres da floresta fugiam. Não saíam de suas casas, nem tocas. O medo rondava cada galho seco das árvores ou caídos no chão. O vento que soprava era forte, mas passava rápido pelo receio de não “sobreviver”, o ar que lá existia era sujo e comprimido, sufocante. Mas no meio de toda aquela assombrosa visão nasceu uma margarida branca. Nesse dia os elfos saíram de suas casas, curiosos para ver algo tão lindo em um lugar tão arrepiador. Abaixo da flor o capim era verdinho, como se tivesse vindo do paraíso. De repente a flor acorda. Então, as árvores brabas começaram a pressionar a tão delicada plantinha, pedindo para que ela falasse o que estava fazendo no bosque delas. Gesticulavam balançando os galhos secos, batendo umas nas outras quebrando alguns brotos que estavam a nascer. A florzinha mesmo apavorada não respondia o porquê de estar lá, seus olhos brilhavam, mas não conseguia pronunciar uma palavra. Então, abelhas pretas, a mando das sombrias árvores vinham em sua direção rondando e ameaçando sugar todo o seu pólen, mesmo assim a branca flor não mencionava uma palavra. Cada vez mais as os troncos, árvores, lama... chegavam perto sufocando a flor. Foi então, que o pequeno escol chorou. Suas lágrimas caíram lentamente, tocando a terra seca e por estranho que pareça, a terra fertilizou. Sentiu-se vigorada. A flor então assustada, olhou para baixo e percebeu que mais espécies como ela começavam a nascer, percebeu também que o verde começava a se espalhar pelo chão tristonho e irritado. Olhou para suas pétalas e viu algumas lágrimas ainda escorrendo e mesmo sem pronunciar uma palavra soprou as gotas nos troncos das árvores, que foram renovando, ficando verdes, com novos brotos. A nova flor que nascia percebendo a transformação tocou a lama que se tornou um límpido lago e assim foram até conseguirem deixar a floresta incolor, colorida, cheia de vida. Espantou a tristeza e raiva, renascendo a felicidade e a bondade. Os seres da floresta, começaram a sair, encantados com tanta beleza. Lá no céu o sol nasceu quentinho, aquecendo as gotas do orvalho que surgiram. Porém mesmo com toda essa mudança da tão delicada e pequena flor ela não disse nenhuma palavra, somente sorria. Foi então que os capins debaixo dela olharam para ela se comunicando através de sinais. A flor não falava. 

Por meio dessa simples história, quero dizer, que não importa como seja alguém, não importa se ela é diferente ou não, saiba conviver com as diferenças, aprenda a lidar com o ser humano de uma forma carinhosa, simpática, acolha bem o novo, sugue dele aquilo que trás de bom. Seja simpático, seja acolhedor. São pessoas boas que nos transformam. Não precisa ela falar uma só palavra, deixe que sua bondade e vontade de ajudar floresçam. Pessoas assim, são mandadas por Deus e por mais triste e inesperada que seja sua estadia, vem sempre para deixar colorido aquilo que transformamos em preto e branco. Portanto repito: saiba ser acolhedor. Seja como o Pai ensinou: ame seu próximo como a si mesmo.

Por Mariane N. Souza

terça-feira, 3 de julho de 2012

Qual é o preço da liberdade?

Segundo o dicionário liberdade significa: faculdade de fazer ou não qualquer coisa, de escolher; independência, ou seja, poder fazer aquilo que tem vontade sem precisar dar satisfação para ninguém, quando eu menciono qualquer coisa, realmente é qualquer coisa, se enquadrando até mesmo a insanidade.
Quando moramos na casa dos pais, estamos sempre pedindo mais liberdade, os jovens querem sair, os casais querem mais espaço e por aí vai. Na década de 60 os estudantes, comunistas e todos em geral pediam liberdade, liberdade de expressão... Hoje podemos dizer que quase tudo é permitido, não há mais o que pedir ou o que procurar para saciar esse fascínio, essa sede incessante de encontrar a “bendita” liberdade – mesmo quando já se têm –. O que podemos observar são pessoas “procurando essa liberdade” por outro ângulo, o não tão bom. A maconha, por exemplo, há alguns meses muitos usuários e simpatizantes da “causa” fizeram manifestações para a legalização dela. O uso dela legalmente é uma forma de liberdade, além de ser também um grande exemplo de que não sabem mais o que reivindicar para conseguir a liberdade que – como foi citado mais acima – já se tem. É triste essa realidade. Por mais que eu não concorde com essa legalidade do uso da planta canabys e de qualquer outro tipo de droga, respeito à opinião do outro, todos têm a “liberdade” de pensar e agir da forma que acham certo.
Outro fator “básico” que sempre vemos por aí são os roubos, não seria ele, também, algo que faz parte da liberdade? Pensem bem: mesmo sendo proibido cada um tem a “liberdade” de fazer o que bem entendem, porque sabem da grande defasagem que já na fiscalização no que tange a esse assunto. Prejudicar alguém, não seria outra forma de utilizar indevidamente da liberdade? E matar alguém, assassinar a sangue frio, isso não seria também o uso abusivo – e absurdo – de liberdade? Pois é! De que adianta tanta liberdade, tanta briga e conflitos por nada, pois como sabemos a liberdade está dentro de cada um, os quais fazem dela aquilo que querem, por isso se chama liberdade – lembram do significado do dicionário citado lá em cima? Independência –. Mas agora, caros leitores, lhes pergunto: _Qual é o preço da tão “sonhada” liberdade?

Por Mariane N. Souza



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