Translate

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Fotografia

Lembranças de momentos que fizeram parte daquilo que posso chamar de "infância". Período em que sorrir era o único 'trabalho'. Corríamos por todos os lados, brincávamos de todas as coisas, transformávamos em tudo. Desde mulher maravilha até o pequeno polegar. Éramos papais, mamães, bonecos, árvores, pedras... Chorávamos por um solado ou então por quebrar um dente. Nadávamos no riacho, pulávamos no barro, tomávamos banhos de chuva. Tristezas, angústias, infelicidade... Ei, o que é isso? Não sabíamos... O tempo passou, os momentos se foram e as lembranças ficaram. Hoje uma foto preto e branca de uma velha casa que um dia foi o encanto de todas as manhãs, trazem recordações do que jamais quero esquecer: a fantástica simplicidade da minha infância.
Por Mariane N. Souza

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mistérios

É mais fácil...
O Oceano caber dentro de um buraquinho
Do que o homem descobrir os mistérios de Deus.


Por Mariane N. Souza

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Por Mariane N. Souza

Mágica

Certa noite...
Acordei sorrindo
Abri a janela e olhei para o céu
E de longe vi Noel fugindo.

Por Mariane N. Souza

Mistérios de uma Mente Sã

O vento está maravilhoso. Dentes-de-leão voam pelo ar límpido, o perfume das flores enobrecem a beleza incandescente que me faz suspirar. Os pássaros cantam, assobiam à chegada de mais um amigo. As flores dançam com a brisa suave. As árvores transpiram felicidade. O capim verdinho completa a linda natureza que me envolve. Lá na frente tem um casebre, um pouco velho, as tábuas parecem estar podres, mas em seu interior há um casal coelhos, fizeram do local seu abrigo. Pelo chão é possível ver cobras rastejando uma a uma, seu filhos a seguem. Ao longe leões cuidam de suas famílias e se preparam para a caça. Borboletas das mais variadas cores enfeitam o céu azul anil que resplandece em meus olhos. A cachoeira continua cair lentamente tocando o rio com toda delicadeza. Estou deitada no chão macio sentindo formigas caminharem pelos meus pés. Nesse lugar os sonhos prevalecem e a vida é maravilhosa, os frutos nos alimentam e cama é feita de marcela, é tudo translúcido, não há névoa, nem mesmo tristeza, muito menos contradições. Tudo que imaginamos, existe. Quando fecho os olhos ouço cada som que a natureza me oferece e assim vou passando o tempo vivendo numa numa eterna sensação "transcendental".

Por Mariane N. Souza

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Desilusão

Sonhos...
São ilusões
Que com meia palavra
São destruídos.
Por Mariane N. Souza

domingo, 16 de dezembro de 2012

Ligadas pelo "Sangue"

Amigos não são simples seres que aparecem do nada. São pessoas maravilhosas que seguem a mesma trilha que a nossa, são pessoas andam próximos amparando nossos tombos, são irmãos que conhecemos com o tempo. Companhia pra gargalhadas, tristezas, momentos bons e ruins. Talvez nem percebemos mas pessoas entram em nossas vidas e deixam marcas tão profundas que não são possíveis nem mesmo de serem descritas, marcas boas, porque as ruins ele ajuda a apagar. Nem mesmo a distância faz com que uma verdadeira amizade se abale e sim se fortaleça ainda mais. Abraçar com o mesmo carinho daquele que tem o nosso sangue. Acredito num futuro, somente, com pessoas verdadeiras assim como essa amizade que aconteceu a tanto tempo e apenas se fortifica, nada a faz cair. É como um imã de coisas boas, nada a derruba. Algo criado e abençoado pelo Papai do céu e que estará sempre aos olhos D'Ele. Obrigada pelos passos que deu e continua dando ao meu lado.

Por Mariane N. Souza
Foto por: Cristiane Acosta

Algumas palavras...

Dizem que tudo que acontece não é por acaso. Nem mesmo uma folha cai da árvore sem que seja algo que tenha que acontecer. E assim aconteceu. Pouco tempo uma eterna amizade nasceu. Não são necessárias palavras para que algo seja dito. Às vezes um olhar e até mesmo um sorriso já demonstra muito que nem mesmo um dia de conversa seria dito. Junto com a amizade vieram também os aprendizados. Ninguém entra na vida de outra pessoa e sai vazio, sempre carrega algo consigo, aprende e ensina. Uma amizade só é construída quando há o respeito, a confiança. Colegas fazemos em todas as esquinas, mas amizade mesmo, somente os que realmente merecem. Aprendi que a vida não é feita de fantasias e que precisamos ser mais reais no que fazemos, aprendi a ser mais pé no chão, sofrer menos, expressar mais. Tudo isso aprendi em pouco mais de dois anos, o que reafirma o que citei acima: todos aprendemos com quem está conosco. Juntas plantamos uma árvores que dá, somente, frutos com poupas deliciosas, frutos de esperança, frutos de confiança, frutos de alegria, frutos que trarão sorrisos, alegrias, frutos que serão cercados pela nobreza de uma amizade eterna. Deixo nesse, pequeno texto, a minha grande admiração por uma amiga que estará sempre, sempre no fundo do meu coração. Alguém que jamais esquecerei a acompanharei em todos os lugares, em todos os momentos, alguém ligada não pelo sangue, mas pelo coração em um sentimento que jamais poderá ser descrito.

Por Mariane N. Souza
Foto por: Miriam Silvério

Singelo Desejo

A Fé move montanhas, sempre ouvimos isso. Lutar pelo que queremos, alcançar objetivos almejados, viver por um sonho e não em um sonho. Assim é a vida, como já dizia  música "Vivemos esperando dias melhores". Dizem que a vida é colorida pra aqueles que sabem ver as cores. As lutas são vencidas com a esperança, só ela nos mantém em pé e a Fé nos carrega. Comemoramos cada segundo como se fosse o último, seguros de que o amanhã será melhor. E será melhor, muito melhor. Tudo tem o seu início, seu meio e seu fim. Há pouco mais de um ano uma pedra apareceu no caminho de uma querida amiga, infelizmente a pedra se arrastou um pouco e acabou continuando no caminho, mas aos poucos ela foi quebrando com seu martelinho de Fé com cabo de Confiança. Hoje em reta final, a sua beleza resplandece em todas as manhãs, brilhando mais que os raios do sol, que acorda todos os dias, junto com o lindo sorriso que ela carrega em seu rosto perfeito. Mais um fim de ano está chegando e magia do Natal e o início do novo ano irá trazer mais realizações e com elas a cura de quem tanto nos faz bem. 
Por Mariane N. Souza
Foto por: Mayara Baldan

Morenidade

Garota dos lábios vermelhos. O ondulado dos cabelos da moça com shorts curto enlouquecia a cabeça dos homens do pequeno vilarejo. Todos os dias ela passava com sua bolsa rosa e sua delicadeza, chamando atenção por todos os lados. O que mais se ouvia eram assobios e cantadas de todos os cantos. Homens dos mais variados jeitos, baixos, altos, gordos, magros, loiros, morenos, carecas... Todos queriam sentir o gosto daquela morena que não olhava para os lados. A beleza da moça 'petrificava' quem a observasse, não era medusa, mas todas a "Afrodites" gostariam de enfeitiçá-la roubando suas formas. Nunca souberam seu nome, nem mesmo de onde viera ou pra onde ia. Só sabiam da beleza da formosa donzela e o poder da sua "morenidade".

Por Mariane N. Souza
Foto por: Larissa Patrini

Aviso

O vento eufórico
Abriu minha janela
Ele veio com voracidade
Trazendo consigo o sino da capela.

Por Mariane N. Souza


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sim...

Sim, acredito no amanhã!
Sim, acredito nas pessoas!
Sim, acredito na vida!
Sim, sei, tombos doem!
Sim, vou continuar acreditando!
Sim, a felicidade é minha amiga!
Sim, eu não ligo pra moda!
Sim, gosto de leituras!
Sim, acho fútil beleza!
Sim, sou simples e humilde!
Sim, acho que sou normal!
Sim, meus pais são os melhores!
Sim, eu sou gordinha!
Sim, acho lindo negros (as)!
Sim, gosto de branco, lilás e rosa bebê!
Sim, sou fascinada por livros!
Sim, eu amo o Natal e as quartas-feiras!
Sim, acredito em Papai Noel!
Sim, sonho todos os dias (acordada também)!
Sim, eu sei o que é amor!
Sim, já levei tombos horrendos!
Sim, história é sensacional!
Sim, adoro estudar e refletir também!
Sim, música me move!
Sim, tenho muitos amigos!
Sim, são todos verdadeiros!
Sim, a esperança me carrega!
Sim, tenho 20 anos!
Sim, me chamo Mariane!
... E acredito nas pessoas!


Por Mariane N. Souza


Carta ao meu Pai

Wenceslau Braz, 13 de dezembro de 2012 

Oi pai. Como vai? Espero que bem, faz tempo que não nos vemos. Hoje é seu aniversário então resolvi escrever-lhe esta carta como meio de parabenizá-lo, por estar longe não será possível um abraço, mas quero que leia e sinta-o aí contigo. 
Pai você lembra que eu era pequena e você esfregava minha barriga quando eu tinha dor? E as vezes que passeou a cavalo comigo a noite porque eu queria andar? Pai, lembra que íamos juntos pescar? Pai, você lembra quantas vezes se levantou a noite para me levar ao médico? E quantas pra me levar ao banheiro? 
Lembra quando eu deitava em seu braço a noite e você contava histórias até eu dormir dormir? Pai você lembra de quando jogávamos bola e quando você me ensinou a andar de bicicleta. Ah! E o meu caderno de matemática, que você odiava vê-lo bagunçado, quantas folhas jogadas fora, não? Você recorda de quando íamos à casa da vó e parávamos pelo caminho procurando amoras? Lembra-se das nossas danças, hilário, não? Sabe aquela vez que cortou o meu cabelo? Confesso, eu odiei! (risos) Quantas pipas você me ensinou a empinar e eu, um fracasso. Lembro-me de nossas brigas, quando te vi chorar. Lembro-me de momentos em que não nos falamos por minha teimosia. Pai, hoje sinto tanto sua falta. Gostaria de lhe pedir desculpas se te fiz mal algumas vezes, mas quero que tenha certeza de que te amo tanto que não existe formas de expressar. Nem se eu te desse o maior abraço do mundo não expressaria tudo que sinto. 
Você é e sempre foi o meu herói, meu ídolo, aquele que me espelho pra crescer e ser alguém. Obrigada por todas as vezes que me disse não. Todos os não’s que fizeram com que me tornasse a pessoa que sou hoje. 
Hoje é o seu dia. Seu aniversário e infelizmente não posso estar contigo, mas quero que você tenha certeza de que estou em pensamento a todo momento. Não esqueci de você um segundo sequer. Seu dia também é meu, já que sou sangue do seu sangue e com muita honra. Quero que Deus te abençoe sempre e você continue ao meu lado por muitos, muitos, muitos, mas muitos anos. Obrigada pai por ter-me feito sua filha, ter-me ensinado a andar e seguir pelo caminho certo. 
Bom, agora vou ficando por aqui, e deixando junto com essa carta o maior abraço que já te dei. Dessa vez deixo minha timidez de lado e digo que... Te amo pai!
Parabéns pelo seu dia e mais uma vez, obrigada por ser meu Pai. 

Volta logo, estou com muitas saudades. 

De sua eterna... menininha!
Por Mariane N. Souza

Pistas

Não ter ideia. Tem coisa pior?
Já pensei no céu. Nas estrelas. Pensei no vento, na chuva. Pensei no sol, na beleza do arco-íris. Já pensei na sombra. Já pensei na vida. Pensei nas flores, nos cantos. Pensei nos pássaros, na natureza. Já ouvi música, assisti filmes. Já li poemas, ouvi histórias. Já senti dor, dei risada. Já senti medo e ouvi mentiras. Já observei a areia e senti o movimento do mar. Mas nada, nada, traz-me a ideia certa para fazer com que siga os meus rastros.

Por Mariane N. Souza

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

As Pedras

Num bosque viviam duas pedras. A Rocheli e a Pedrina. Dois pequenos seres calados, nunca saíam do lugar, nem mesmo se entreolhavam, todos os moradores do bosque as chamavam de arrogantes. Ambas viviam lá, paradas, estagnadas, fingindo que o tempo não passava e para elas realmente não passava. Todos que pelo bosque caminhavam, tropeçava em uma delas. Mas continuavam sempre lá. Os tropeços geravam xingamentos, raivas, machucados e raiva. Mas mesmo assim nunca tiravam-nas do lugar. Todas as manhãs um senhor de cabelos brancos sentava em um banco defronte às duas pedras e as observava, via o quanto as pessoas não se importavam com elas, as tratavam como "pedras". Ele sempre dizia a mesma coisa para quem por lá caminhava:
_Filho, tire essa pedra! Mas ninguém nunca o fez. Até que certo dia, um menino de pouco mais de onze anos, passava com uma caixa de engraxate pelo bosque e, como de costume, também tropeçou nas pedras. Olhou a elas e disse:
_ Poxa vou tirá-las daqui, se eu tropecei qualquer um pode fazer a mesma coisa e se machucar. Ao levantar as pedras com grande surpresa o menino encontrou dois buracos encobertos por pedrinhas de ouro. O garoto não sabia o que fazer, olhava para um lado e outro tentando descobrir de quem era aquilo o que fazia e porque estava lá e ninguém tinha encontrado ainda. Ao olhar para trás o senhor grisalho de livro nas mãos sentado no banquinho velho o observava de com um sorriso suave no rosto. O garoto então perguntou-o:
_ Meu senhor isso é seu?
Com toda a serenidade do mundo e sabedoria o senhor disse:
_ Parabéns meu filho, sua hora chegou, leve as para casa. São todas suas. Sem nem pensar o garoto colocou as pedras dentro da caixinha de engraxate, perguntou ao senhor se ele queria algumas, e correu para sua casa mostrar à família o que tinha encontrado e que agora não precisariam mais viver na miséria. 
Naquele mesmo dia Rocheli e Pedrina desapareceram e o senhor não foi mais visto por aquelas bandas.
"Na maioria das vezes pedras são colocadas em nosso caminho para nos mostrar algo, não existe nada mais simples que levantá-las e tirá-las de lá. Sempre que uma pedra existir no seu caminho tire-a, não fique reclamando, nem se lamentando ou julgando alguém por estar acontecendo algo. Não são reclamações, nem lamentações que mudarão sua vida e sim o seu ato... Então tire as pedras do seu caminho!"
Certa vez num grande centro urbano existiam duas pedras, Rochele e Pedrina. As duas atrapalhavam a caminhada das pessoas do local. Num banquinho de frente a elas, todos os dias, estava um senhor grisalho e com um livro em mãos, observando tudo que...

Por Mariane N. Souza

Quando te vejo

Meu mundo pequeno e preto e branco fica colorido quando te vejo. 
As águas que atrapalham minha passagem secam quando te vejo. 
O sol que queima minha pele refresca quando te vejo. 
O vento forte que não me deixa caminhar pelas dunas de areia se acalmam quando de vejo. 
Os trovões barulhentos amedrontadores vão embora quando te vejo. 
Os pássaros cantam quando te vejo. 
As flores dançam quando te vejo. 
A lua sorri quando te vejo. 
O sol festeja quando te vejo. 
Meus olhos brilham quando te vejo. 
Meu coração grita quando te beijo. 
E minha boca clama por mais um beijo.
Por Mariane N. Souza

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Assim como a lua 
Meus olhos passam a brilhar
Quando minha boca encosta na tua
Num infinito particular.
Por Mariane N. Souza

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A Idéia

No coração da bela moça sempre houve a beleza e a esperança de dias melhores. Desde pequena buscava em seus atos agradar a todos e ser sempre compreensiva. O tempo foi passando pessoas ela conheceu, momentos ela viveu, sentimentos ela experimentou e decepções a entristeceu. Sua vontade não era mais de estar ali naquele lugar, onde nasceu, cresceu e naquele momento vivia. Conquistou o respeito de muitas pessoas, amizades de uma vida. Fez sua vida. Apaixonou-se e foi "espancada" pelo amor. Chorou noites e noites. Aquela esperança que um dia a fazia feliz agora já não existia mais. Seus olhos eram nublados, nublados por sentimentos impuros de um coração maltratado pelo tempo. Com o passar dos anos ela percebia que não existia cumplicidade, nem mesmo reciprocidade, a vida era negra e aquela pureza que sempre teve foi em vão. Os dias se passavam e não saía da mente da bela moça que a única solução era... O coração revidava, mas a mente continuava persistindo naquela mesma ideia "insana". No peito apertado e magoado por aqueles por quem ela sempre se dedicou, havia uma voz que gritava, pedia por socorro. Não havia nada a ser feito a não ser aquilo que por hora "atormentava" sua mente. Certa noite duas crianças brincavam pelo jardim da cidade e observaram algo que lhes chamou atenção. Uma moça de olhos claros, capuz preto e um esquisito vestido branco, conversando com os peixes na beira de um lago. Enxergavam somente seu rosto e mãos. Era a mesma bela moça que cansada da tristeza que o mundo lhe reservou entregou pra quem realmente merecia a vida que lhe concedera. Deus.

Por Mariane N. Souza




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...