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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Amo, porque te amo

Te amo tanto quanto a lua ama as estrelas
Te amo tanto quanto as folhas amam o vento
Te amo tanto quanto a solidão ama o carinho
Te amo tanto quanto o medo ama a companhia
Te amo tanto quanto o sol ama a praia
Te amo tanto quanto o pássaro ama as árvores
Te amo tanto quanto as abelhas amam as flores
Te amo tanto quanto o sono ama os sonhos
Te amo tanto quanto os peixes amam água
Te amo tanto quanto te amo
Te amo tanto quanto posso te amar
Te amo hoje, amanhã...
Te amo eternamente.

Por Mariane N. Souza
Fonte: Google Images

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Amigos

A vida é feita de encontros e reencontros, cada um com sua intensidade. Pessoas que vão e vem. Alguns passam por nós e nem percebemos a sua existência, outros deixam marcas pela vida toda – tanto boas, quanto ruins, mas também existem aquelas que entram e que jamais gostaríamos que saíssem. São pessoas do tipo sementinha. Você conhece e uma semente é plantada, com o tempo vai sendo regada e dia após dias cresce, fica verdinha, floresce, permanece sempre viva, florescendo, mas se não cuidar murcha e morre. Existem, também, as que nos fazem tão mal que gostaríamos de nunca tê-las conhecido. E assim vamos seguindo, conhecendo e “desconhecendo” e só ficam aquelas que nos fazem bem, aquelas que transformamos em nossa família, fazemos uma seleção entre milhares e escolhemos as melhores. Com o passar dos anos, crescemos, aprendemos, amamos, choramos, brigamos, caímos, levantamos, gargalhamos, abraçamos, nos emocionamos... uma série de sentimentos que só passam a existir se tem alguém ao nosso lado. Aprendemos que nada é construído sozinho, que ninguém vive sem amar, sem compartilhar. Não existe plenitude num mundo solitário. A solidão é escura, dolorosa e muda, traz tristezas e conflitos internos, medos e lágrimas é o contrário da companhia, que faz da vida mais colorida, e para que as cores estejam sempre vivas precisamos de pessoas ao nosso lado, porque sempre que começam a desbotar, tem alguém que as reaviva. Por fim, como já dizia Tom Jobim: “...Fundamental é mesmo o amor; É impossível ser feliz sozinho...”.

Por Mariane N. Souza
Foto: Google Images

quarta-feira, 18 de março de 2015

Quem viu o amor?

Cadê o amor?
Para onde foi?
Talvez esteja enterrado,
No mais profundo buraco.
Teria ele um retorno?
Não se sabe! 
Pode estar escondido
Ou aqui pertinho
Mas e se foi embora e não quer mais voltar?
Espera! Existe amor? 
Não é mais uma palavra bonita com sentido subjetivo?
Seria o amor a lágrima que cai?
Ou é a dor do coração que tem o nome de amor?
Mas se dizem que o amor é lindo e deixa tudo mais deslumbrante, por que ele seria uma dor ou então derrubaria lágrimas?
Fala-se tanto em amor, mas não se sabe qual seu sinônimo, nem por onde anda, nem onde fica e nem qual é o seu cheiro.
Na verdade só sabe o que é o amor, quem ama, só sente o seu cheiro, quem vive por ele, só sabe a sua cor, quem enxerga com olhos de amante. Só se sabe o que é o amor, quem derruba lágrima por ver seu (sua) amado (a), filho/filha, pai/mãe, irmão/irmã, avô/avó... chorar, quem abraça com ternura pra dar conforto e colo aconchegante, quem acorda com beijo doce e sorriso de bom dia, quem pega na mão e caminha por aí, quem ri do que não tem graça, quem abraça na hora do medo. Só se sabe o que é amor, quem aprende a amar, aprende a definição de respeito, de cumplicidade, de reciprocidade, quem confia de olhos fechados, quem enxerga colorido onde todos não vêem cor. Só se sabe o que é o amor, quem ama incondicional, doa-se sem esperar retorno.

Por Mariane N. Souza
Fonte: Google Images

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Vestido de Seda Vermelho

As portas se abrem e lá do fundo ela vem caminhando. No corpo traz apenas um vestido de seda vermelho, colado, aberto perna a mostra. Os quadris largos, cintura fina, cabelos longos e boca vermelha aguçam a imaginação de homens e mulheres que de longe a observam. Por onde passa deixa seu perfume doce e marcante. Poder, beleza e sensualidade regidos na mais perfeita maestria. 
Ela caminha pelo corredor que parece não ter fim. Postura ereta, passos compassados. Nas outras salas ouvia-se o som do salto alto. 
Mulheres olhavam com inveja. Era a beleza mais deslumbrante que já havia sido apresentada. Elegância e sensualidade. Os homens a comiam com os olhos. Rasgavam seu vestido com a boca. Desejavam cada fio de cabelo, cada centímetro de seus lábios. A voz rouca e calma adelgaçava a curiosidade de experimentar o seu sabor.
Ela entra na sala presidencial e deixa o prédio em poucos minutos. Ouve-se apenas seu nome, Lucy. Quem seria Lucy, qual seria o segredo de tanta beleza, charme, elegância e poder?
Lucy, solteira e milionária fora fazer investimentos naquela “fatal” empresa. Assim como todos, Paulo, o presidente e proprietário, ficara deslumbrado com tal beleza e vidrado no decote mais perfeito que já vira. Fora convidado, pessoalmente, a um jantar de negócios. Paulo, como um homem bem sucedido, aceitou sem nem mesmo pensar. Seu interesse era estritamente profissional.
Ligou para casa, avisou a esposa que não iria jantar, pois estaria em uma reunião de negócios. Saiu da empresa e foi direto encontrá-la em um dos restaurantes mais bem frequentados na cidade. Falaram de negócios a noite toda. Lucy estava disposta a comprar a empresa de Paulo. Propôs pagamento à vista, em dinheiro. Sem entender qual o interesse da mulher, o empresário disse pensar sobre o assunto. Conversa vai, conversa vem. Taças de vinho, boa comida, boa música, troca de olhares e a noite termina em um motel. Lucy tem mais uma reunião de negócios, bem sucedida.
A noite se repete uma, duas, três, quatro, cinco vezes. O casamento de Paulo já não era mais o mesmo, ele só pensava na sensual e poderosa mulher, que poderia ter em sua cama todas às noites, satisfazendo todos os seus desejos. Lucy enfeitiçava Paulo com beleza, dinheiro e prazer. Ao passar uma semana, ele se separa e sai de casa. Lucy o observa de longe, era como se seus olhos de águia o conhecessem há anos. Mal sabia Paulo, o que lhe esperava. 
Os dois saem para comemorar a nova vida que o empresário teria a partir de então. Cheia de riquezas, luxos, sem compromissos e responsabilidades. Tudo que ele, como um homem cheio de vaidades, gostaria de ter. Os dois viviam bem durante meses, Lucy era a mulher que todo homem sonhava. Até que ela o convence a passar a empresa em seu nome, justificando com a explicação de que sua ex-mulher poderia ficar com metade do patrimônio do amante apaixonado, durante a separação. Paulo, sem questionar fez tudo que ela pediu. Ela o enfeitiçara.
Ao terminar as assinaturas, Lucy com sorriso largo no rosto, olhos vidrados em sua presa, promete a mais perfeita e prazerosa noite de amor a Paulo, que fica excitado apenas em olhar a boca que pronunciara tais palavras.
Os dois vão direto ao motel, onde ficaram a primeira noite. Lucy tira a roupa e o provoca com seu corpo escultural. O homem que transpira ao olhá-la, não acreditando ter em sua cama mulher tão extasiante. 
A noite prometia loucuras. Lucy continuava com olhar fixo e hipnótico. Deixara a banheira enchendo enquanto fazia seu homem “queimar” na cama redonda de lençol branco. Paulo salivava a cada toque, gesto. Sua vontade era pular em cima dela e saciar todo aquele desejo. Mas ela se esquivava, prendia suas mãos no colchão e o provocava vagarosamente, enlouquecendo o rico empresário. Lucy beijava-o por inteiro, passava a mão macia da sua presa em seu corpo nu. O coração de Paulo palpitava e clamava pelo corpo e sabor da mulher.
Lucy calculava cada passo onde pisava. Vão à banheira, onde deita seu homem, que já estava totalmente fora de si. Lucy faz tudo que Paulo quer e no ápice do prazer, tira debaixo do seu roupão uma corda e enrola nas mãos e pescoço do seu alvo. Paulo pergunta o que está acontecendo e ela apenas responde estar deixando mais interessante à “brincadeira”. Paulo estourando de desejo concorda e continua, ela o olha como se fosse comê-lo aos poucos e conclui a noite de prazer asfixiando seu mais novo amante. Lucy serve-se com uma taça de champanhe e observa sua presa estremecer até o último suspiro, ao som de música clássica. Sai da banheira, veste-se e caminha de encontro à porta com mais alguns milhões.
Lucy, a partir de então passa a se chamar Anita e com o mesmo vestido de seda vermelho, marca mais um x na agenda preta de capa aveludada.

Por Mariane N. Souza
Fonte: Google Imagens

domingo, 25 de janeiro de 2015

Alemanha

A Gestapo estava aí. Carneirinhos arrasados e devastados pela dor da perda. Cabeça por cabeça, uma atrás da outra. Cabelos compridos, curtos, encaracolados e lisos. No momento era o que se via. Sobre as calçadas pessoas horrorizadas e nas ruas, pobres miseráveis envergonhados por ser quem eram. Escárnio da “hierarquia racial”. Pobres “animais” caminhando ao matadouro.
Adentravam as residências com a força e gentileza de bois e demônios, caçando inocentes. Ao ouvir batidas em portas ou ver “cavalos marchadores” com listas de casa em casa, sabia-se como seria o futuro daquelas funestas almas.
Idosos, adultos, jovens e crianças choravam desguarnecidos por todos os cantos. Não sobrava nada além de lágrimas, lares vazios e medo. Pelo ar sentia-se o odor de corpos queimados, advindos do obscuro.
Alguns viviam embaixo de sótão, escondidos em porões, vendo o sol nascer e ir embora, por frestas. A guerra estava aí e ninguém mais sabia como seria o fim daquele dia. Seria uma bomba? Um fuzilamento? Campo de concentração ou só mais um dia de terror antes do adeus fatal?

Por Mariane N. Souza
Cena do filme: A Lista de Schindler. Fonte: Google Images



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