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domingo, 24 de setembro de 2017

No sopro do sofrimento

Em ruínas ela ficou
Quando sentiu seu coração partir
De um penhasco se aproximou
Para sua dor ali sumir

O vento que lá soprava
Levava as lágrimas de dor
E a terra que seu pé pisava
Sentia o peso do seu amor

Na face às marcas do desespero
No corpo as marcas da aflição
Nas mãos as correntes do seu parceiro
Que com brasa feriu seu coração

Quando seus pés já estavam no ar
O vento trazia de looooonge
O eco dizia: _Não dê sua vida ao maaaaaar
_Não seja objeto dessa profunda foooonte

Ainda assim sua dor era maior
E a vergonha do que acontecera
Conviver com aquilo era pior
Um amor que lhe esmorecera

E o vento então levou
O amor... A dor... E o ódio...

E assim o episódio
Do fim de quem por amor chorou 

Por Mariane N. Souza
Fonte: Google Imagens

Recomeçar

E assim é a vida...

Fragmenta-se o que foi desfragmentado
É agora que o José de Drummond se levanta
E percebe que não existe apenas Pasárgada
E que é hora de recomeçar

Enxergar aquilo que não se enxergava
E que agora transcende

E quanto tudo tiver fim

Haverá uma semente necessitando ser regada

Para que o jardim renasça
E surja num novo mundo

Em que você
Apenas você é capaz de encontrar e fazer nascer

Por Mariane N. Souza
Fonte: Google Imagens

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Amo, porque te amo

Te amo tanto quanto a lua ama as estrelas
Te amo tanto quanto as folhas amam o vento
Te amo tanto quanto a solidão ama o carinho
Te amo tanto quanto o medo ama a companhia
Te amo tanto quanto o sol ama a praia
Te amo tanto quanto o pássaro ama as árvores
Te amo tanto quanto as abelhas amam as flores
Te amo tanto quanto o sono ama os sonhos
Te amo tanto quanto os peixes amam água
Te amo tanto quanto te amo
Te amo tanto quanto posso te amar
Te amo hoje, amanhã...
Te amo eternamente.

Por Mariane N. Souza
Fonte: Google Images

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Amigos

A vida é feita de encontros e reencontros, cada um com sua intensidade. Pessoas que vão e vem. Alguns passam por nós e nem percebemos a sua existência, outros deixam marcas pela vida toda – tanto boas, quanto ruins, mas também existem aquelas que entram e que jamais gostaríamos que saíssem. São pessoas do tipo sementinha. Você conhece e uma semente é plantada, com o tempo vai sendo regada e dia após dias cresce, fica verdinha, floresce, permanece sempre viva, florescendo, mas se não cuidar murcha e morre. Existem, também, as que nos fazem tão mal que gostaríamos de nunca tê-las conhecido. E assim vamos seguindo, conhecendo e “desconhecendo” e só ficam aquelas que nos fazem bem, aquelas que transformamos em nossa família, fazemos uma seleção entre milhares e escolhemos as melhores. Com o passar dos anos, crescemos, aprendemos, amamos, choramos, brigamos, caímos, levantamos, gargalhamos, abraçamos, nos emocionamos... uma série de sentimentos que só passam a existir se tem alguém ao nosso lado. Aprendemos que nada é construído sozinho, que ninguém vive sem amar, sem compartilhar. Não existe plenitude num mundo solitário. A solidão é escura, dolorosa e muda, traz tristezas e conflitos internos, medos e lágrimas é o contrário da companhia, que faz da vida mais colorida, e para que as cores estejam sempre vivas precisamos de pessoas ao nosso lado, porque sempre que começam a desbotar, tem alguém que as reaviva. Por fim, como já dizia Tom Jobim: “...Fundamental é mesmo o amor; É impossível ser feliz sozinho...”.

Por Mariane N. Souza
Foto: Google Images

quarta-feira, 18 de março de 2015

Quem viu o amor?

Cadê o amor?
Para onde foi?
Talvez esteja enterrado,
No mais profundo buraco.
Teria ele um retorno?
Não se sabe! 
Pode estar escondido
Ou aqui pertinho
Mas e se foi embora e não quer mais voltar?
Espera! Existe amor? 
Não é mais uma palavra bonita com sentido subjetivo?
Seria o amor a lágrima que cai?
Ou é a dor do coração que tem o nome de amor?
Mas se dizem que o amor é lindo e deixa tudo mais deslumbrante, por que ele seria uma dor ou então derrubaria lágrimas?
Fala-se tanto em amor, mas não se sabe qual seu sinônimo, nem por onde anda, nem onde fica e nem qual é o seu cheiro.
Na verdade só sabe o que é o amor, quem ama, só sente o seu cheiro, quem vive por ele, só sabe a sua cor, quem enxerga com olhos de amante. Só se sabe o que é o amor, quem derruba lágrima por ver seu (sua) amado (a), filho/filha, pai/mãe, irmão/irmã, avô/avó... chorar, quem abraça com ternura pra dar conforto e colo aconchegante, quem acorda com beijo doce e sorriso de bom dia, quem pega na mão e caminha por aí, quem ri do que não tem graça, quem abraça na hora do medo. Só se sabe o que é amor, quem aprende a amar, aprende a definição de respeito, de cumplicidade, de reciprocidade, quem confia de olhos fechados, quem enxerga colorido onde todos não vêem cor. Só se sabe o que é o amor, quem ama incondicional, doa-se sem esperar retorno.

Por Mariane N. Souza
Fonte: Google Images



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