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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Adeus

O dia amanheceu. Era chuvoso. As nuvens escuras e misteriosas tapavam o sol e o deixava sem respirar, com apenas alguns dos teus raios brilhantes para mostrar que ainda era dia. Um homem. Um banco. Uma esfera. Uma dimensão. Em seu pensamento as estrelas fugiam, o sol as assustava. Seu pensamento era turbulento. Os olhos se mantiveram fechados o tempo todo. Uma perna sobreposta à outra e os braços sob a cabeça. Descansar em um banco, deitado, sentindo o vento e os pingos de chuva cair sobre seu corpo, num sono profundo? Não! Se despedindo do mundo, do vento, das nuvens, do sol, das estrelas, das árvores, das gotas de chuva... O sentinela chega, um último adeus. Um estrondo, depois o silêncio, cabeças baixas. Logo chegaram as aves catartídeas. Agora tudo acabou, o dia escureceu ainda mais, as aves terminaram e foram embora. A alma já havia encontrado seu caminho. A ossada se decompôs e, só, restou na lembrança o último Adeus.
Por Mariane N. Souza

Um comentário:

  1. oi Mari agora sou seu seguidor no blog, ta uma blz como sempre !!!!!!!!!

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