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sexta-feira, 23 de março de 2012

Encontro 'Marcado'

O horizonte esconde histórias, de reis rainhas, princesas e príncipes que se aventuraram por amores impossíveis e jamais acreditados. Histórias marcantes que fizeram senhores e senhoras, homens e mulheres, adultos, jovens e crianças chorarem. Não foi Cleópatra, nem Júlio Cezar, muito menos Romeu e Julieta, foram jovens casais apaixonados que deram suas vidas por um “Felizes para Sempre”. 
Na terra onde o namoro era virtual e pessoas se apaixonavam por fotos editadas no photoshop não era diferente, atrás das montanhas feitas no paint e coloridas com cores quentes do próprio programa, palavras ocultas viviam passeando por telas e teclados de mentes abertas e maliciosas, mas que no fundo guardavam um amor sincero e bonito, assim como de casais de novela mexicana. 
Foram anos e anos sonhando com aquelas palavras trocadas por e-mail e redes sociais, apaixonados por expressões jamais ouvidas ou pronunciadas pelas próprias bocas movidas por mentes sadias e sonhadoras. Cada letra escrita e lida, cada código digitado, cada foto compartilhada, cada música enviada, sonhos compartidos. Casas compraram, filhos tiveram, segredos trocaram... Uma vida construída atrás daquela tela. Noites de carência, saciadas por um sonho dividido entre dois mundos diferentes. 
Brigas ocorreram, por festas acontecidas, gírias ela aprendeu, poesias ele leu, livros leram juntos, filmes por webcam, músicas por fones de ouvido... Tudo na Era Digital, um amor verdadeiro separado pela distância de uma rede telefônica ou de um quarteirão. 
Numa noite estrelada um casal se encontra na esquina de suas casas. O homem de veste esporte caminhando sem direção, a moça de vestido simples passeando por aí. De repente dois olhares encontrados pelo cupido, eram aqueles que pelo computador trocavam juras eternas de amor, dias e noites atrás daquela surrealidade. Nunca se viram, nem se sentiram, só fotos, vídeos e letras, perdidas em mesas e escrivaninhas e descobertas que estavam logo ali. Juntos pelo acaso, encontrados pelo destino. Menino e menina abraçados, beijos e abraços trocados e deparados pelo ínfimo encontro complexo e desconectado, encoberto por uma esquina. 

E assim acaba a história, não era Eduardo e Mônica, mas aqui cabe o nosso saudoso Renato Russo “Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?”.

Ah! E os dois viveram felizes, com tropeços e brigas, para sempre.

Por Mariane N. Souza



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