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quinta-feira, 8 de março de 2012

Às Mulheres

Há tempos que não posto artigos aqui, mas hoje irei postar um em homenagem as mulheres. Feliz Dia Internacional das Mulheres.


Após muita luta e reivindicações, hoje as mulheres têm os mesmos direitos que os homens, ou melhor, tenta tê-los, porque cá entre nós, não é e nunca foi igual. Porém se formos refletir bem sobre essa grande conquista a mulher, hoje, tem o triplo de responsabilidades que os homens e pensando dessa forma podemos entrar em um consenso: a mulher conseguiu ser reconhecida pela sociedade, mas essa conquista gerou muito mais responsabilidade e desconforto em algumas situações. 
Para chegar nos dias de hoje a mulher passou por diversas fases, teve épocas em que a única coisa no qual ela servia era para ter filhos, outras vezes sua função era cuidar do lar, houve tempos em que as gordinhas eram “veneradas” e admiradas pelos homens, por sinal de beleza, saúde e dinheiro. “Se são gordinhas é porque comem bem e se comem bem é sinal de que tem dinheiro”, injustiça isso, não acham? Pois é, a mulher não tinha direito algum sobre seu esposo e perante a sociedade, não votavam, não expressavam o que pensavam, casavam cedo, eram submissas, faziam o que os homens mandavam. Em uma família, enquanto o irmão aprendia a trabalhar, a mulher ficava em casa aprendendo a bordar, cozinhar e todas essas “coisas de menininha”. Não existiam mulheres advogadas, nem médicas, nem nada... diziam que sua importância na sociedade era ínfima “lugar de mulher é em casa, na beira da pia, do tanque e ao lado dos filhos, trabalhar é para homens” e assim foi por muitos e muitos anos. Há alguns anos passou na Rede Globo uma minissérie chamada “Maysa” onde contou a história de uma das mulheres mais marcantes da década de 30. Ela desafiava tudo e todos, na época as mulheres só podiam se vestir com vestidos e saias (significava feminilidade), porém Maysa vestia calças, não podiam cantar nem fumar e ela como sempre os faziam. Marcante, independente e desafiadora, Maysa usava e abusava dos homens de sua época, se tornando ícone no Brasil e no mundo. Joana D’arc foi outra que deixou rastros de coragem e ousadia, mostrando que mulheres também sabem lutar. Chegamos ao século XXI, onde nós, mulheres, temos direito de ir e vir como um homem, podemos trabalhar, votar, nos expressar, assim como os machos, temos até mesmo líderes de nações, nos representando no poder. Há mulheres na marinha, aeronáutica, médicas, advogadas, delegadas, deputadas, vereadoras, prefeitas, cantoras, escritoras, existem até mães que já viraram pais, vê se pode? E nem por isso a mulher deixou de ser feminina - com exceções é claro - não deixou de ser mãe, nem dona de casa, muito menos cuidar do esposo. Posso dizer que fazem isso até com mais perfeição que antigamente. A mulher conquistou seu espaço sem deixar de sem mulher. 
Enfim, hoje é o Dia Internacional da Mulher, dia de receber flores e ser bem tratada por aqueles que nos completam. Mesmo com essa “briga” que existe entre o sexo masculino e o feminino, sobre um ser mais que e outro, um saber mais que o outro e blá blá blá... Temos que convir que o homem não vive sem a mulher, assim como nós também não vivemos sem eles, mesmo os machistas e as feministas discordando disso tudo precisam pensar que para que ele ou ela estivesse no mundo teve que haver um casal completando o outro. Não importa se é magrinha, gordinha, branca, negra, baixa, alta, rica ou pobre, todas têm os mesmos direitos e deveres também. Eu como mulher, espero que a cada dia nós consigamos conquistar muito e muito mais respeito e tudo que merecemos.

Mariane N. Souza

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