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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Insanidade

Naquele dia o sol não nasceu. Cânticos se ouviam no fim da rua, cânticos de sofrimento. Gritos de dor e arrependimento. Na mão da menina um corpo. Sangue sujavam suas roupas brancas do ano novo. Ano que se iniciou com uma tragédia, jamais esquecida pelos olhos da população daquela cidade. À noite fora tão agitada que não foi possível salvar nem mesmo a vida do pobre moço apaixonado. A nebulosa névoa que cobrira o céu da manhã, mostrava a desgraça que acontecerá na noite passada. 
Risos. Gargalhadas. Brincadeiras. Superstições. Crianças até tarde brincando. Estouro. Champanhe. Fogos. Cumprimentos. Abraços. Beijos. De repente um estrondo. Sangue. Correria. Copos e garrafas quebrando. Gritos. Choro. Berros de desespero. Medo. A luz se escondeu. A rua ficou vazia. Para onde foram todos? Não se ouve vozes, nem cochichos... somente passos vagarosos e olhos arregalados. Chacina? Não! Acerto de contas. Ele roubara sua namorada e agora o moço de capuz preto ferira dois corações, um com um tiro e outro com a morte de quem ela mais amava. Vidas em vão em uma noite qualquer de um ano que mal começou.
Por Mariane N. Souza

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