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domingo, 25 de janeiro de 2015

Alemanha

A Gestapo estava aí. Carneirinhos arrasados e devastados pela dor da perda. Cabeça por cabeça, uma atrás da outra. Cabelos compridos, curtos, encaracolados e lisos. No momento era o que se via. Sobre as calçadas pessoas horrorizadas e nas ruas, pobres miseráveis envergonhados por ser quem eram. Escárnio da “hierarquia racial”. Pobres “animais” caminhando ao matadouro.
Adentravam as residências com a força e gentileza de bois e demônios, caçando inocentes. Ao ouvir batidas em portas ou ver “cavalos marchadores” com listas de casa em casa, sabia-se como seria o futuro daquelas funestas almas.
Idosos, adultos, jovens e crianças choravam desguarnecidos por todos os cantos. Não sobrava nada além de lágrimas, lares vazios e medo. Pelo ar sentia-se o odor de corpos queimados, advindos do obscuro.
Alguns viviam embaixo de sótão, escondidos em porões, vendo o sol nascer e ir embora, por frestas. A guerra estava aí e ninguém mais sabia como seria o fim daquele dia. Seria uma bomba? Um fuzilamento? Campo de concentração ou só mais um dia de terror antes do adeus fatal?

Por Mariane N. Souza
Cena do filme: A Lista de Schindler. Fonte: Google Images

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