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domingo, 29 de junho de 2014

Som do Poeta

Talvez esse seja o "som do poeta"
Um grunhir qualquer que se ouve ao longe...
As estrelas que "ardem cintilantes" na escuridão...
O vento que entra e bate nas cortinas barulhentas...
As teclas de uma máquina...
O amassar de papeis...
O colocar da caneca sobre a mesa...
Os carros que passam...
O tilintar do sino na madrugada...
Um bêbado que pisa sobre as folhas secas da rua vazia...
A melancólica melodia que se espalha...
O respiro que se sente...
E a lágrima que cai.

Por Universo das Palavras
Fonte: Google Images


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Seca

O vento assobia
Anunciando a chuva que vem de longe.
Enquanto as nuvens frias
Surgem, assustando o sol que se esconde.

Estrondos fortes e majestosos
Reinam sobre a terra fervente
O céu chora silencioso
Derrubando fortes lágrimas quentes.

A ‘pele’ da terra clama
Por água para o verde crescer
Mas a seca injusta e cigana
Teima em outra parte ‘nascer’.

Por Universo das Palavras

terça-feira, 12 de junho de 2012

O Gato

Nasci com sete vidas
Que amparam o meu medo
Cada uma com um sentido
Protegem-me do perigo
Então fico no sossego

Acordo sempre tarde.
Como e durmo a todo o momento.
A minha cama que é culpada,
Pois é feita de almofada
E até meu miado fica sonolento.

Quando quero carinho
Peço cafuné
Fico todo manhoso
Faço cara de preguiçoso
Chegando de mansinho.

Meus donos me acham lindo
Porque sou todo fofinho
Na verdade são eles que fazem
Porque comida me trazem
Então eu fico gordinho.

Assim eu uso minhas vidas
Que não precisavam nem existir,
Pois eu não faço nada
Nem brinco com a molecada
É verdade, não tem o porquê de mentir.

Por Universo das Palavras


domingo, 22 de abril de 2012

Bailarina

Nas pontas dos pés ela fica
Girando e girando
Os braços delicados ela estica
Fecha os olhos e sai voando

A música tocando
Suave e sem parar
Enquanto ela dança deslizando
Formosa pelo ar

Rosto angelical
Menina das sapatilhas rosadas
Leveza sobrenatural
Agradece as almas ali conquistadas

O público aplaude emocionado
Mais uma apresentação
Da bailarina com os pés cansados
Que toca o coração.

Por Universo das Palavras

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Passarinho das penas amarelas

Hoje venho contar a história
De um pássaro que não sabia cantar
Guardo sempre na memória
Seu esforço para assobiar

Bichinho do bico laranja
Que pousa todo dia em minha janela
Mas o talento que esbanja
Sai somente das penas amarelas

A voz do passarinho
Fica presa no ar
Mesmo tentando de devagarzinho
Não consegue cantar

O pescocinho com força estica
Tentando o problema resolver
Mas a voz presa fica
E o pequenininho começa a aborrecer

Todo dia na janela do meu quarto
Tenta me acordar com um assobio,
Mas levanto, deixo-o e parto
E ele sai triste e arredio 



Certo dia ele cansado 
Desistiu de tentar assobiar
Enquanto voava desanimado
Começou a se lembrar


Dos ensinamentos da velha coruja
De quando estava aprendendo a decolar
“Não devemos entregar de lambuja”
Aquilo que estamos a sonhar

Relembrando o passarinho se alegra
E volta seu objetivo buscar
O esforço que nunca nega
Fez-se o sonho realizar

Porém sua voz sai apenas
Nas manhãs de vento quentinho
Aonde chega balançando suas penas
Na janela do meu quarto, onde fica seu ninho
Por Mariane N. Souza




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