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domingo, 29 de junho de 2014

Auto Sabotagem

A vida reserva tantas surpresas. Coisas que não sabemos quando, nem onde irão acontecer e quando menos esperamos acontecem.
Conhecemos tantas pessoas, que talvez nunca mais as vejamos, mas que de um jeito ou de outro tocaram nosso coração e ficam guardadas lá no fundo, no nosso inconsciente. É como um livro, hoje nós abrimos e o lemos até o fim, mas talvez amanhã não lembremos mais da história, muito menos do título, entretanto se alguém, algum dia, menciona um parágrafo dele, no mesmo instante o resgatamos e percebemos o quanto nos foi importante. 
É impressionante como somos descrente de nós mesmos, como não acreditamos em nossos sentimentos e não sabemos ouvir o coração. É melhor e mais “fácil as coisas acontecerem da forma mais difícil” do que deixar tudo acontecer no tempo natural delas. Preferimos atropelar o tempo que deixá-lo trabalhar. Tente se lembrar em quantas vezes você pensou: - Poxa, eu sabia que isso ia acontecer! Ou então, eu sempre soube disso! Não é um sinal de que a sua intuição é o trunfo principal na busca pelas respostas?
Então por que é tão difícil esperar que tudo aconteça? Uma pergunta simples de ser respondida: - Porque temos pressa em adiantar o tempo e não sabemos esperar. Paciência é uma virtude, se não tem aprenda cultivá-la. Preste atenção em como tudo que nos surpreende é muito melhor do que quando planejamos esperando demais que aconteça. É uma forma de o tempo nos presentear e bonificar pela paciência que tivemos. Não tem porque nos preocuparmos tanto, com tudo, não há necessidade em tanto estresse, tanto medo, tanta dor, tanto sofrimento... Por que sofrer intensamente se tudo acontece em um piscar de olhos? Às vezes a dor é mentirosa. Palavra chave: “autovitimização”, ou seja, o ato de fazer-se de vítima, na maioria das vezes acontece sem percebermos. É interessante que haja um pouco de introspecção, de autoanálise, olhar seu interior e ver se é isso mesmo que está acontecendo ou é você quem está criando essa agonia, agora, se a dor realmente existe, por que não respirar fundo e pensar que tudo vai dar certo? Por que não olhar para o céu e acreditar que tudo vai se acertar? Não seja auto-sabotador. 
Tudo sempre estará guardado no seu inconsciente, tudo que lhe foi importante um dia, e resolver os problemas, encontrar as soluções, ser feliz... são coisas de extrema importância para nosso bem estar físico, emocional, psíquico e principalmente pra nossa alma, sendo assim da mesma forma que é possível lembrar-se daquela pessoa em que um dia passou por sua vida, relembre do quanto é prazeroso ser surpreendido, de como é gostoso atingir um objetivo e nem perceber como aquilo aconteceu e deixe que o tempo trabalhe por si só, deixe que as coisas aconteçam como tem de acontecer, não destrua sua felicidade, seja perseverante, seja seguro, acredite em si mesmo, afinal você foi o único entre milhões de espermatozoides, a sobreviver e você é o único a fazer a felicidade existir na sua vida. Você é o protagonista da sua existência. Não esqueça: - No final, tudo, sempre, vai dar certo, só aprenda a esperar e acreditar. Como dizia a digníssima Clarice Lispector: “Ela acreditava em anjos e porque acreditava, eles existiam”.

Por Universo das Palavras
Fonte: Google Images

domingo, 18 de maio de 2014

Resiliência

Estar exposto ao fracasso, acordar com pensamentos negativos, procurar desculpas para justificar atitudes, reclamar sem buscar a solução... São algumas atitudes de quem não consegue encontrar em si coragem e força para lutar.
É tão fácil reclamarmos de tudo que acontece. Errar, errar e continuar errando, sempre com as mesmas ações, sem nem mesmo pensar no porque delas. É tão menos complexo encontrar uma desculpa para justificar qualquer atitude errônea que cometemos. É mais simples culpar os outros do que assumir nossos erros. 
Quantas vezes não encontramos pessoas que nos causam piedade, pensamos nelas como seres frágeis que só ‘apanham’ da vida, mas, ao mesmo tempo, não fazem diferença alguma no nosso cotidiano. Apenas passam, sentimos dó, e se vão como se apagassem no horizonte. 
O fato de existirem períodos ruins em nossa vida não é motivo para desanimar e reclamar desde o levantar ao adormecer. A fragilidade existe dentro de todos, isso é fato. O corpo não tem estrutura suficiente para recomeçar todos os dias e por conta disso é importante que haja uma força mental mais intensa, que consiga superar algumas adversidades sem medo de tentar novamente.
Quando estamos “de mal com a vida” a dificuldade em alcançar os objetivos propostos, atingir as metas que traçamos, procurar a solução dos problemas – e encontrá-los –, triplica. Muitas pessoas procuram esconder-se atrás de máscaras para não admitir o que realmente pensam ou têm vontade de fazer diante do outro ou da sociedade, isso vem a tornar-lhes amargos, “incolor”, incrédulos e, para completar a lista dos ins, insuportáveis. É deprimente estar ao lado de quem reclama de tudo, até de si mesmo.
É importante que aprendamos a lidar com as dificuldades, encontrar o caminho certo para a solução dos “dilemas” e adversidades que nos assombram. Já viram problema matemático ser resolvido sozinho? Se ninguém tentar encontrar a solução, jamais surgirá a resposta! A fórmula de Bhaskara não apareceu sem ele pesquisar, estudar... Todos os dias serão horríveis se continuarmos a insistir que eles são horríveis. A mente tem um poder que jamais conseguiremos desvendar. Quanto mais negativo pensamos, mais acontecimentos ruins surgem e quanto mais positivo pensamos, mais conseguimos superar os obstáculos e atingir os objetivos. Essa questão está presente até mesmo na matemática, é a tal regrinha dos sinais: + (mais) e + (mais) = somam e conserva o sinal, – (menos) e – (menos) = somam e o sinal continua negativo. E aí, quer somar e continuar com sinal negativo ou positivo? É você quem escolhe!
Não é ótimo ouvir um elogio? Não nos estimula a ser melhor? Então por que não elogiamos também? Talvez fosse uma forma de deixar o ambiente ao nosso redor mais leve e então contribuir para encontrar essa “positividade” individual e consequentemente alheia.
Outra atitude interessante, que cabe citar aqui, é o fato de aprender a pensar nos problemas, organizar a mente e tentar resolver um a um. É mais simples colocar a cabeça no lugar, tentar descobrir o que está causando aquele sentimento ruim e encontrar a solução para ele. A qualidade de vida seria muito maior se todos aprendessem a não agir por impulso e usar a adversidade a seu favor e não contra si.
Durante nossa “linha do tempo existencial” encontramos pessoas de todas as formas, algumas que têm um poder de reerguer-se das cinzas – o que é admirável –, mas ao mesmo tempo, pessoas com tão baixo autoestima, tão carentes de amor próprio e vontade de crescimento que nos deixam extasiadas. É importante que repensemos melhor sobre algumas atitudes ou em como estamos agindo para contribuir com o “bom humor social”, buscando nossa resiliência. É mais prazeroso aprender a ver colorido do que estar sempre preso nesse mundo preto e branco repleto de infelicidades.

Por Universo das Palavras
Fonte: Google Images

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Viver

Importar-se com o que os outros pensam. Difícil quem não se importa! E daí se você está de saia curta ou então gosta de roupas pretas? Como dizem, ninguém paga suas contas! Mas quando ouvimos alguém pronunciar o nosso nome criticando a maneira como agimos, nos vestimos, nos comportamos... o sangue ferve. Algumas pessoas se 'contraem' acabam se sentindo excluídos, menosprezados, alguns ficam tão presos ao que o outro pensa que caem em profunda tristeza até adoecer. Uma infeliz realidade social.
Cansei de ouvir pessoas dizendo que não 'ligam' para o que os outros pensam ou deixam de pensar. Talvez não mesmo, esses sim são, realmente, felizes. Viver assim seria bom. Fazer somente o que gostamos e o que queremos sem pensar nas consequências, muito menos no que irão falar ou não de você. Mas aí caio em contradição. E a reputação, onde ela fica nesse contexto? E o nome para onde ele iria? Já dizia meu vô, que a única coisa que jamais podemos sujar é o nosso nome, pois é algo que nunca mais ficará limpo. Na sociedade não existem 'máquinas de lavar nomes', portanto temos que cuidar do nosso. Tentar viver de uma forma 'adaptável' com a sociedade, em contrapartida acabamos caindo no "padrão" que nos é, ocultamente, imposto e infelizmente aceito por, digamos que quase, todos.
Então ainda fico pensando em como ser, me importando com o que pensam ou sendo quem sou e chego ao consenso de que a felicidade está naquele que sabe aproveitar da vida "como se não houvesse amanhã". (música de Renato Russo)
Agora, caros, leitores reflitam um pouco e prestem atenção no que estão fazendo de suas vidas.

Por Universo das Palavras


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A arte de ser Pedagogo

Você sabe o que é ser pedagogo? Quando vamos a uma escola ou ouvimos falar desse profissional nos perguntamos sobre a função dele no mercado de trabalho, para que ele estuda, o que ele faz, ele trabalha somente em escolas? São questões simples, porém significativas para quem estuda ou atua nessa área. Ouvi muitas vezes pessoas comentando que professor e pedagogo têm a mesma função, ambos dão aulas e trabalham em escolas. Dúvidas frequentes e para algumas pessoas desinteressantes, porém não sabem da importância e do potencial que tem esse profissional. 
Segundo o dicionário Aurélio, pedagogo é o profissional ou especialista em pedagogia; o que estuda e aplica a arte de educar (isso me fascina: A ARTE DE EDUCAR). A palavra pedagogo tem origem grega, que significa paidós (criança) e agogé (condução), ou seja, conduzir a criança ao conhecimento, ao aprendizado. Esse profissional atua em processos pedagógicos e também educativos, ou seja, relacionados com o ensino. Ele pode atuar inclusive em empresas e hospitais, desenvolvendo projetos educativos. Trata-se de um indivíduo preparado para desenvolver um trabalho de educação com qualidade de acordo com todo o conhecimento que o mesmo adquiriu em sua faculdade e em cursos. O trabalho do pedagogo está intimamente relacionado com o professor, operacionalizando projetos, métodos e sistemas pedagógicos das instituições escolares, visando o desenvolvimento do processo de aprendizagem assim como identificando as dificuldades dos indivíduos, desenvolvendo práticas e didáticas pedagógicas, sempre mantendo um nível elevado de conteúdo educacional. Dentro de uma instituição de ensino é o pedagogo que instrui os educadores, que auxilia o corpo docente, é ele o responsável pela parte documental, organizando reuniões, congressos, buscando inovações. 
Ser pedagogo é trabalhar porque ama o que faz e não para ganhar dinheiro, é buscar formas de ajudar, compreender, mediando conhecimento. É lutar por uma educação mais justa e fazer jus a isso. Enfim, pedagogia é isso, é o compromisso com a educação, o amor pela profissão a busca pelo conhecimento e a transmissão dele a favor da educação de qualidade.
Por Universo das Palavras

Determinação

Determinação. Palavra bonita e de significado forte, contudo esquecida pelo tempo. Quantas vezes não desanimamos, perdemos a vontade de fazer tudo. Jogamos fora aquilo que chamamos de “conquistas”? Algumas vezes acabamos fazendo coisas inadequadas, chutamos o balde, tudo por falta da Determinação. Ser determinado a realizar algo, ter vigor no que faz, ser fiel e forte. Quem nunca ouviu a famosa expressão: “tentar sempre e desistir nunca”? Teoria para os fracos. É fácil falar quando não se sente. É fácil resolver o problema é do outro. É fácil ser determinado quando se tem tudo. Minto? Tenho convicção de que não, eu não minto! Porém, quantas vezes não nos levantamos do fundo do poço e nos perguntamos: Nossa, como consegui isso sozinho? É aí em que vemos o verdadeiro sinônimo de determinação. Desistir jamais, cair de vez em quando, mas sempre levantar e lá na frente entender o que realmente faz a diferença, a vitória. 
Quem nunca fez aquelas listas no começo de ano, listas de ano novo? Ano novo, vida nova. Não é assim? Pois é e quando foi até o fim? Conseguiu alcançar todos os objetivos traçados com aquela empolgação de início de ano, ou deixou de lado a lista e nem sabe onde colocou? Não sou pessimista, mas tenho certeza que 90% das pessoas responderam a segunda opção: não sabem nem onde foi colocado. Isso seria determinação? Não, com toda certeza não! É claro que outros objetivos aparecem conforme o tempo passa, mas mesmo assim e aqueles que você prescreveu para a sua vida, para o seu dia, para o seu ano? Deixou de lado, esqueceu, não vale mais a pena? É ínfimo o número de pessoas que conseguem começar e terminar aquilo que predeterminaram. Lembra daqueles quilinhos que você jurou perder? Pois é, ele gostou do lanche que você comeu no fim de semana com os amigos. E a determinação, para onde foi? E aquele carro lindo lá na concessionária, que você está namorando tem um tempo e prometeu para si mesmo guardar dinheiro para tirá-lo daquela loja e levar para sua garagem? Gastou em roupas, sapatos, assessórios né? Determinação, cadê? São com esses e vários outros exemplos que percebemos o quão fraco o homem é, basta um piscar de olhos e ele perde toda aquela energia, vontade e perseverança para conseguir algo. Desde pequena sempre ouvi que “quem espera sempre alcança”, mas então colocamos a carroça na frente dos bois e vai tudo “pras cucuias” não é sempre assim? O que me diz de sermos mais determinados, buscar alcançar nossos objetivos com mais eficácia, mais perseverança, mais anseio? 
Pensemos melhor em nossos planos, busquemos mais entusiasmo, ânimo para alcançar nossos objetivos e realizar nossos desejos. Sejamos mais persistentes, tenazes, não deixemos que uma palavra nos deprima, nem que uma imagem ou momento destrua aquilo que objetivamos para o nosso futuro, embora a dificuldade exista é na persistência que a conquista chega. Então, caros leitores, tirem do bolso, da carteira, do armário aquela lista de ano novo e coloque em prática o que você se propôs a fazer e obtenha o êxito merecido.
Por Universo das Palavras

Drogas, liberá-las ou não?

Nos últimos anos temos visto um aumento significativo no número de usuários e traficantes de drogas em todo o país. Houveram até mesmo protestos feitos para a liberação da erva, onde muitos simpatizantes lutaram para conseguir atingir esse objetivo. A liberação da droga seria mais uma forma para aumentar o número de usuários e violência? Indagações que nos fazem refletir e muito.
A droga causa dependência, isso é fato, porém sabemos que só usa quem quer e mesmo tendo consciência de que isso lhe fará mal, fazem uso por livre e espontânea vontade. Algo que se torna intrigante, pois sabem que ela matará aos poucos, mas mesmo assim continuam persistindo no “erro”. Enquanto conversava com uma amiga sobre o assunto ouvi algo que me fez pensar melhor sobre liberar ou não a droga. Se isso traria malefícios ou benefícios. De acordo com ela todo e qualquer tipo de droga deveria ser liberado para quem quisesse consumir, qualquer um teria acesso, poderia até mesmo plantar em casa. Quando ouvi, revidei e então perguntei o porquê desse modo de pensar, ela me respondeu da seguinte forma: “_Se essa liberação acontece, a violência, simplesmente, acaba, pois todos poderão ter livre acesso com ela, então não seria mais novidade. Algo, por ser proibido fica mais interessante, as pessoas têm curiosidade, como sempre ouvimos “tudo que é proibido é mais gostoso” e quem sabe por não haver mais esse “impedimento” não diminuiria o número de usuários?”. Interessante essa observação feita por ela, não? Mesmo não concordando com a liberação nem o uso de drogas pensei melhor e a apostei nessa maneira de pensar, realmente, se fosse tudo liberado talvez não existisse tanta violência para se chegar a ela e até mesmo não seria tão “bom” usá-la, por não ser mais proibido, assim como também tudo poderia piorar e essa liberação tornasse o país um caos, onde crianças, adolescentes... e todos passariam a comprar e fazer uso da droga, assim também, como a violência poderia aumentar, pois com a liberação da mesma, os usuários precisariam de dinheiro para comprá-la e por ser algo de custo muito alto roubos seriam mais frequentes, mais mortes poderiam acontecer, mais famílias seriam destruídas e uma desordem gigantesca seria instaurada. 
Existem muitas controvérsias no que tange a esse tópico. Muitos conflitos de opiniões que não se chegará a consenso algum, são muitas dúvidas e pensamentos contraditórios, que mudam em segundos, mas enfim, agora lhes pergunto, caros leitores, vocês são a favor ou contra a liberação de drogas?
Por Universo das Palavras

terça-feira, 3 de julho de 2012

Qual é o preço da liberdade?

Segundo o dicionário liberdade significa: faculdade de fazer ou não qualquer coisa, de escolher; independência, ou seja, poder fazer aquilo que tem vontade sem precisar dar satisfação para ninguém, quando eu menciono qualquer coisa, realmente é qualquer coisa, se enquadrando até mesmo a insanidade.
Quando moramos na casa dos pais, estamos sempre pedindo mais liberdade, os jovens querem sair, os casais querem mais espaço e por aí vai. Na década de 60 os estudantes, comunistas e todos em geral pediam liberdade, liberdade de expressão... Hoje podemos dizer que quase tudo é permitido, não há mais o que pedir ou o que procurar para saciar esse fascínio, essa sede incessante de encontrar a “bendita” liberdade – mesmo quando já se têm –. O que podemos observar são pessoas “procurando essa liberdade” por outro ângulo, o não tão bom. A maconha, por exemplo, há alguns meses muitos usuários e simpatizantes da “causa” fizeram manifestações para a legalização dela. O uso dela legalmente é uma forma de liberdade, além de ser também um grande exemplo de que não sabem mais o que reivindicar para conseguir a liberdade que – como foi citado mais acima – já se tem. É triste essa realidade. Por mais que eu não concorde com essa legalidade do uso da planta canabys e de qualquer outro tipo de droga, respeito à opinião do outro, todos têm a “liberdade” de pensar e agir da forma que acham certo.
Outro fator “básico” que sempre vemos por aí são os roubos, não seria ele, também, algo que faz parte da liberdade? Pensem bem: mesmo sendo proibido cada um tem a “liberdade” de fazer o que bem entendem, porque sabem da grande defasagem que já na fiscalização no que tange a esse assunto. Prejudicar alguém, não seria outra forma de utilizar indevidamente da liberdade? E matar alguém, assassinar a sangue frio, isso não seria também o uso abusivo – e absurdo – de liberdade? Pois é! De que adianta tanta liberdade, tanta briga e conflitos por nada, pois como sabemos a liberdade está dentro de cada um, os quais fazem dela aquilo que querem, por isso se chama liberdade – lembram do significado do dicionário citado lá em cima? Independência –. Mas agora, caros leitores, lhes pergunto: _Qual é o preço da tão “sonhada” liberdade?

Por Universo das Palavras

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Peso do Tempo

Na vida tudo passa muito depressa, a evolução do homem acontece em “segundos”, se não aproveitamos ela passa diante dos nossos olhos e não percebemos. Da infância a velhice. Tudo muito repentino. Hoje acordo, tenho nove anos, amanhã já estou com noventa. Rápido demais e triste. Não é por menos que dizem: “Tudo que é bom, dura pouco”. 
Hoje mesmo, enquanto rumava ao trabalho, vi algo que me entristeceu, comum entre os homens, mas mesmo assim preferia não ter visto é como se o fim estivesse próximo, os últimos dias. Uma senhora, na varanda de sua casa com um andador em mãos, passo a passo, enchendo seus pulmões com o vento da manhã. Então me recordei de 12 anos atrás, quando era possível observar essa mesma senhora na frente de sua casa, conversando com as pessoas que pela rua passavam. A residência dela fica no centro da cidade, então a comunicação era constante. Andava de um lado a outro na calçada, sorrindo, conversando, às vezes ficava sentada no degrau em frente à porta da casa, e lá ficava, tinha dias em que 8 horas eu passava para ir à escola, voltava 11h45 e lá ainda estava ela, sentada ou andando. Nessa época eu tinha 8 anos. Seis anos depois, agora com 14, lembro-me dela mais cansada, não andava tanto, ficava sempre sentada, conversava com poucos que passavam. Quase ninguém. Era como se ela estivesse ficando transparente ou então às pessoas tinham mais pressa, não tinham muito tempo para ela, contudo todo dia lá estava à senhora, andando de um lado a outro na calçada e sentada no degrau da porta durante horas. Mais seis anos se passaram, hoje com 20 anos, vi essa mesma mulher, só que agora na varanda da casa, com um andador em mãos, olhando para a rua, observando os carros, as pessoas que um dia já lhe deram atenção. Era como se cada passo que a senhora desse doesse em mim, passos curtos e rasteiros, cabelos brancos e ralos, pele marcada pelo tempo, mais fraca que o de costume. Não entendi o porquê senti tanto, só sei que mexeu muito comigo, é como se tivesse voltado ao tempo e revivido todos aqueles momentos, nunca tivemos contatos nenhum, além de “bom dia”. Vi-a envelhecer, mesmo distante, em “outro mundo”. Quando cheguei ao meu trabalho, sentei e pensei “O que se passa na cabeça dela, ver que tantos anos já se passaram, que não tem mais a mesma força, nem o mesmo vigor, lembrar-se das pessoas em que ela conversava todo dia, de cada pedra em que pisou, das árvores que cresceram ao lado da casa, ver as construções que foram derrubadas e reconstruídas, das roupas que já foram usadas, dos carros que já passaram por lá, das crianças, que assim como eu, ela viu crescer? Questões ‘perturbaram’ minha mente durante horas e não consegui esquecer. Talvez esse artigo seja um desabafo, assim, como também, uma maneira de expressar admiração que sinto por aquela senhora. Mesmo tantos anos, ainda busca o ar fresco das manhãs. 
Enfim, é engraçado como uma cena simples como essa nos faz pensar tanto e refletir sobre as coisas, no quanto temos que aproveitar cada minuto, cada segundo se possível. Por que dormir tanto? Sendo que poderíamos estar fazendo algo melhor? Lembrei-me, até mesmo, da instrutora da academia em que frequento, onde hoje chamou minha atenção por chegar tarde, o que ela tem razão. Pensei também nos momentos que perdemos chorando, brigando, sofrendo... Por mais que sejam sentimentos que carregamos conosco e precisamos vive-los é um tanto quanto “desleal” com o tempo, pois tudo um dia acabará, de uma forma ou de outra. Nunca paramos para olhar o céu, uma noite de estrelas, as arvorezinhas que cresceram, as flores que desabrocharam, o sol que está mais forte, a sintonia da lua, as nuvens como estão branquinhas... São poucos momentos como esses que observamos. Estamos o tempo todo correndo atrás de mordomia, conforto, beleza, dinheiro... Futilidades que colocamos como “objetivos” de vida e não pensamos que tudo isso ficará para trás. Temos que zelar mesmo é do nosso espírito e fazer dos momentos simples os melhores. Então deixo aqui uma pergunta a você, que está lendo esse artigo: “Quantas vezes na sua vida, não importa a sua idade, você parou, fechou os olhos e sentiu o vento tocar seu rosto e quais foram às vezes que observou folhas caírem no outono?” Se nunca fez isso, tome cuidado, sua vida está passando e o tempo não volta!

Por Universo das Palavras

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mais uma história brasileira

Barcos estão chegando, todos pulavam e não sabiam o que dizer ou o que fazer, com suas lanças à beira do rio esperavam os novos visitantes, mal sabiam eles que esses barcos “tomariam” seu território. Chegaram homens cheios de roupas, mulheres muito bem arrumadas, freis e padres. Eram muitos, barcos de todos os lados, de todos os lugares. 
Línguas diferentes, um tanto quanto incomunicável: 
_Quem são, o que querem? Todos assustados olhavam não conseguindo entender o que era aquilo. Pessoas seminuas, somente com um penacho na cabeça e um “tapa sexo” – como dizia o Tarzan - as mulheres nuas, sendo “digeridas” pelos olhos dos novos visitantes. O povo selvagem não entendia o porquê de tantas roupas, e aqueles “penduricalhos” pelos braços, orelhas e pescoços das mulheres da “outra tribo”, ficavam olhando as pedras brilharem e assustados. Mães escondendo filhos, homens protegendo suas mulheres... 
De tanta insistência e presentes, conseguiram fazer desse povo do corpo de fora e de mulheres bonitas seus “escravos”, os homens trabalhavam e as mulheres satisfaziam seus “desejos”; enquanto isso os freis e padres o ensinavam mais sobre outra cultura, língua e sobre seu deus. 
Muito tempo se passou, os homens brancos tomaram o local, que foi cobiçado e invadido por outros “caras pálidas”, onde “roubaram” terras, destruíram famílias e acabaram com a natureza daqueles que, até certo tempo, viviam nas sombras das árvores, comiam os frutos fresquinhos, tomavam água limpinha, banho de rio, brincavam entre as areias da praia e viviam em paz com os animais e tudo que era vivo. 
Os agora crentes no Deus Tupi, acreditavam em outro Deus, aprenderam uma nova língua, outras culturas, comidas diferentes, tiveram filhos de “outras cores”, usavam roupas e começavam a serem chamados de Civilizados, porém suas raízes, crenças, cultura, ritos, valores... ficaram presos nos mesmos lugares onde os homens brancos pisotearam e “cuspiram”. 
Enfim assim iniciou-se a história brasileira, os portugueses chegaram e mudaram tudo, então vieram os espanhóis com suas castanholas, os italianos e a massa deliciosa, os japas e seus pratos diferentes, porém deliciosos... Uma miscigenação de etnias nascidas “a força”, mas que formou esse nosso Brasil, de gente bonita e animada, cada um com suas peculiaridades, sua cultura inconfundível, mulheres lindas, povos calorosos, lugares encantadores, pratos espetaculares, trabalhos maravilhosos... Então agradecemos aos nossos Índios por tudo que fizeram e suportaram para fazer do que hoje conhecemos por ENTRE OUTRAS MIL ÉS TU BRASIL, Ó PÁTRIA AMADA... Então termino esse pequeno artigo com um pedacinho de um poema que mostra o quão incrível é nosso país que os Índios 'construíram':

“... Nosso céu tem mais estrelas, 
Nossas várzeas têm mais flores, 
Nossos bosques têm mais vida, 
Nossa vida mais amores”...
(Gonçalves Dias)

Parabéns os Índios por seu tão merecido dia e que suas histórias e lendas sobrevivam a eternidade.

Por Universo das Palavras
19 de abril dia do Índio

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Férias...

A partir do momento em que começamos a trabalhar, uma semana após, já imaginamos como seriam nossas férias. O dia em que a tiraríamos e o que faríamos enquanto estivéssemos de férias, planejamos tudo, viagens, passeios, ficar mais em casa, organizar as coisas, limpar o jardim, fazer exercícios, estudar, ler, assistir filmes, ou seja, fazer tudo que durante a semana de trabalho não dá tempo. Estou mentindo? Não! Tenho certeza que não, quem trabalha fora sabe que isso é a mais pura realidade. 
Chega o último dia de trabalho, você está muito animado, chega em casa não quer nem pensar no que vai fazer, esquecer tudo, só ficar descansando. Primeiro dia já acorda às onze horas, ou seja, duas, três horas depois do horário que você está acostumado, então toma seu café, assiste televisão, vai ao mercado, brinca com seu cachorro, cuida dos filhos (quem tem), arruma a casa, assiste um filme e puff o dia acabou. O primeiro dia já foi, o que você diz? “_Ah! Tem muitos ainda pela frente, vou ter vários dias para realizar as outras ‘tarefas’”, dorme tranquilamente, acorda no outro dia no mesmo horário e faz as mesmas coisas, não vê o dia passar, o tempo voa, chega o fim de semana e você afirma: “_Nossa como tempo está passando rápido, a semana acabou e eu nem vi! Mas tem tempo ainda, terei mais dias para fazer o que tinha planejado fazer”. Acaba a primeira semana, inicia a segunda, então resolve fazer aquilo que tinha preparado para suas férias e adivinha, faz tudo na segunda-feira, porque está muito animado, esquecendo dos outros dias de folga. Na terça já volta à rotina da semana passada, acorda tarde, fica em casa, assiste a “Sessão da Tarde” (dorme durante o filme inteiro), vê o que estiver passando na televisão e fica lá sentado entediado, chega a quarta-feira, não aguenta mais ficar em casa, sente saudade do emprego, não quer nem ver mais televisão, está enjoado de dormir, a casa agora está se tornando o pior lugar para ficar, quer sair, fazer algo diferente, ver seus colegas de trabalho, conversar com pessoas diferentes, então resolve dar uma volta e conversar com alguém. Volta tarde para a casa e o dia já acabou, acorda no próximo dia cansado de dormir, sem ter o que fazer, já saiu no dia anterior, então continua sentado o dia inteiro, imaginando o que fazer, lembra dos parentes: “_ Vou passear na casa daquela tia que não vejo há tempos!” Dia acaba, chega sexta-feira, não há o que fazer já foi nos lugares que tinha vontade, então volta para o sofá e continua ‘assistindo’ os filmes da “Sessão da Tarde”. 
As férias acabam, você faz tudo que gostaria de fazer, organiza tudo que tinha de organizar, volta para o trabalho animadíssimo, porque não aguentava mais ficar sentado vendo TV e o melhor com saudade dos seus companheiros de trabalho e chega a conclusão de que férias são sim muito boas, mas é muito melhor continuar no seu trabalho, conversando com pessoas diferentes sobre a atualidade, seu trabalho... Enfim, sobre tudo, então percebemos que a única diferença entre trabalhar e ficar de férias é que de férias você acorda tarde, porque seu trabalho não deixa de ser uma segunda casa e melhor com pessoas diferentes, com opiniões diferentes e que você adora estar junto.

Por Universo das Palavras

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Reflexão sobre a questão da indisciplina


Um dos temas mais discutidos nas escolas em reuniões e nas famílias é a questão da indisciplina. Quando se pensa em crianças ou várias crianças, a primeira coisa que vem a cabeça é a bagunça, algazarra, desordem... O primeiro passo para evitar esse tipo de comportamento é estabelecer limites.

Há muitos questionamentos sobre como educar crianças. Para que os pais possam estabelecê-los é preciso que estes tenham seus próprios limites não adianta querer cobrar sem antes dar exemplos.
O artigo aqui presente fala sobre a questão da indisciplina nas famílias dos dias atuais e na escola, baixe o arquivo e o leia completo.

Baixe o artigo completo clicando aqui.




quinta-feira, 8 de março de 2012

Às Mulheres

Há tempos que não posto artigos aqui, mas hoje irei postar um em homenagem as mulheres. Feliz Dia Internacional das Mulheres.


Após muita luta e reivindicações, hoje as mulheres têm os mesmos direitos que os homens, ou melhor, tenta tê-los, porque cá entre nós, não é e nunca foi igual. Porém se formos refletir bem sobre essa grande conquista a mulher, hoje, tem o triplo de responsabilidades que os homens e pensando dessa forma podemos entrar em um consenso: a mulher conseguiu ser reconhecida pela sociedade, mas essa conquista gerou muito mais responsabilidade e desconforto em algumas situações. 
Para chegar nos dias de hoje a mulher passou por diversas fases, teve épocas em que a única coisa no qual ela servia era para ter filhos, outras vezes sua função era cuidar do lar, houve tempos em que as gordinhas eram “veneradas” e admiradas pelos homens, por sinal de beleza, saúde e dinheiro. “Se são gordinhas é porque comem bem e se comem bem é sinal de que tem dinheiro”, injustiça isso, não acham? Pois é, a mulher não tinha direito algum sobre seu esposo e perante a sociedade, não votavam, não expressavam o que pensavam, casavam cedo, eram submissas, faziam o que os homens mandavam. Em uma família, enquanto o irmão aprendia a trabalhar, a mulher ficava em casa aprendendo a bordar, cozinhar e todas essas “coisas de menininha”. Não existiam mulheres advogadas, nem médicas, nem nada... diziam que sua importância na sociedade era ínfima “lugar de mulher é em casa, na beira da pia, do tanque e ao lado dos filhos, trabalhar é para homens” e assim foi por muitos e muitos anos. Há alguns anos passou na Rede Globo uma minissérie chamada “Maysa” onde contou a história de uma das mulheres mais marcantes da década de 30. Ela desafiava tudo e todos, na época as mulheres só podiam se vestir com vestidos e saias (significava feminilidade), porém Maysa vestia calças, não podiam cantar nem fumar e ela como sempre os faziam. Marcante, independente e desafiadora, Maysa usava e abusava dos homens de sua época, se tornando ícone no Brasil e no mundo. Joana D’arc foi outra que deixou rastros de coragem e ousadia, mostrando que mulheres também sabem lutar. Chegamos ao século XXI, onde nós, mulheres, temos direito de ir e vir como um homem, podemos trabalhar, votar, nos expressar, assim como os machos, temos até mesmo líderes de nações, nos representando no poder. Há mulheres na marinha, aeronáutica, médicas, advogadas, delegadas, deputadas, vereadoras, prefeitas, cantoras, escritoras, existem até mães que já viraram pais, vê se pode? E nem por isso a mulher deixou de ser feminina - com exceções é claro - não deixou de ser mãe, nem dona de casa, muito menos cuidar do esposo. Posso dizer que fazem isso até com mais perfeição que antigamente. A mulher conquistou seu espaço sem deixar de sem mulher. 
Enfim, hoje é o Dia Internacional da Mulher, dia de receber flores e ser bem tratada por aqueles que nos completam. Mesmo com essa “briga” que existe entre o sexo masculino e o feminino, sobre um ser mais que e outro, um saber mais que o outro e blá blá blá... Temos que convir que o homem não vive sem a mulher, assim como nós também não vivemos sem eles, mesmo os machistas e as feministas discordando disso tudo precisam pensar que para que ele ou ela estivesse no mundo teve que haver um casal completando o outro. Não importa se é magrinha, gordinha, branca, negra, baixa, alta, rica ou pobre, todas têm os mesmos direitos e deveres também. Eu como mulher, espero que a cada dia nós consigamos conquistar muito e muito mais respeito e tudo que merecemos.

Universo das Palavras

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Uma passagem pelo paraíso

Assim como todos os seres vivos, nós nascemos, crescemos e morremos, alguns param no meio do caminho, sem poder desfrutar da vida mais alguns instantes. O tempo passa tão rapidamente, que às vezes nem vemos a vida passar. Estamos preocupados com o que vai ser de nós amanhã e esquecemo-nos de viver. Um espaço tão curto, tão pouco tempo e não sabemos aproveitar.
Reclamamos por tudo e todos. Um exemplo básico é o trabalho, se uma pessoa não está trabalhando, reclama constantemente, pedindo que Deus lhe dê um emprego, ao invés de aproveitar a ocasião e tentar relaxar um pouco, então começa a trabalhar, o certo seria agradecer e aproveitar a oportunidade de ter conseguido tal emprego, mas não, uma semana ou duas, se passam e lá está ele reclamando novamente, mas reclamando de estar trabalhando, diz que não gosta do emprego, que trabalha demais e por aí vai, então pede pra Deus lhe ajudar a encontrar um novo emprego, o indivíduo encontra outra fonte de renda, uma semana se passa e começa tudo de novo, só que agora se lamenta por ter saído do antigo trabalho. E assim vai. O ser humano não sabe aproveitar as oportunidades, não olha o mundo com bons olhos, reclama da vida de olhos fechados. Esquece que enxergamos colorido e vê apenas preto e branco e assim ele vai vivendo, esquece que estamos aqui na Terra apenas de passagem e que a vida é uma só para ser desperdiçada. Temos que aproveitar os momentos, viver com intensidade, se está trabalhando em algum local, se dedique ao que faz, faça a diferença, se destaque, viva os momentos; Se faz uma viagem, se divirta, se aventure, faça coisas inusitadas, não prive sua felicidade e não fique pensando nos afazeres, nos problemas que tem em casa. Aos pais, se preocupem com os filhos, mas deixe-os viver, deixe-os ver como é a vida com os olhos do mundo e não os prive de sentir medo, arrependimento, tristeza, dor, esses sentimentos fazem parte da vida, quem não os sente, não vive. A felicidade é encontrada nos piores e melhores momentos, basta vermos com o coração.
Feliz é aquele que aproveita a vida sem ter medo de errar, que vive intensamente cada minuto, fazendo o que tem vontade. Se preocupe menos e viva mais, viva o hoje, o ontem é passado, o amanhã se tornará também, você quer que seja mais um dia, sem significado algum? Eu não! Então acorde todos os dias e dê bom dia ao sol, dê bom dia à chuva, aproveite cada instante, eles são únicos, nunca, jamais um momento, um segundo, um dia vai se repetir, a vida não se repete, ela é única, e se não aproveitarmos ela como tem que ser jamais poderemos vivê-la novamente. Então VIVA.



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Dignidade pisoteada

A que ponto chega o ser humano. Hoje enquanto trabalhava um senhor, de aparência simples, cabelo curto grisalho, aparentando ter de sessenta anos para mais, agasalhado com uma blusa de lã azul e utilizando uma muleta chegou até o escritório pedindo ajuda para que pudesse comprar remédio contra um câncer no estômago, todos que comigo trabalham e no momento tinham condições de ajudar, ajudaram. Fiquei feliz em saber que pessoas boas ainda existem e estão ao meu redor, mas ao mesmo tempo muito triste em ver a que ponto pode chegar uma pessoa, ter que pedir dinheiro para comprar remédio. 

Existem charlatões pedindo nas ruas, mas para comprarem produtos indevidos não porque precisam, no entanto quando vemos que existem pessoas que realmente precisam de “esmolas” para comprar até mesmo remédios, é triste, muito triste. 
Fico imaginando se algum dia esse senhor, que aqui esteve hoje, vai estar na rua caminhando como um cidadão qualquer, onde tenha melhorado e possa gozar da vida sem precisar passar pela “humilhação” de pedir dinheiro, novamente. Penso também o que se passa pela cabeça dele, que um dia pode trabalhar ganhar o próprio sustento e que hoje necessita de ajuda. 
Senti a vergonha que o senhor sentiu no momento em que olhou para mim quando pedia, encarecidamente e com muita educação, aquela mísera ajuda. Ao sair, pediu desculpas por ter nos “atrapalhado” aquele momento, o que com toda certeza do mundo não fez, atrapalhar. Sei que a pena, a dó é um dos piores sentimentos de sentir para com o próximo, mas mesmo assim, naquele momento foi o que me preencheu, a pena. Espero que um dia, esse senhor possa melhorar e voltar a uma vida sadia, espero também que um dia os filhos dele revejam seus conceitos e ajude-o para que não precise, nunca mais, passar pelo que passou hoje. Quantos nãos ele não recebeu? Quantos, desculpa, mas não posso ajudar! Isso é humilhante para alguém que passou uma vida trabalhando e hoje se ver perdido nessa imensidão de injustiças.

Por Por Universo das Palavras

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A prática da leitura na vivência social

Muitos leem por obrigação, outros por satisfação, mas pelo menos um pouquinho leem. Hipocondríacos leem bulas de remédio, médicos livros de medicina, advogados leis, crianças livros de fantasia, historiadores livros de história..., mas todos leem. Tinham, pelo menos, que ler. 
Hoje em dia, mesmo com a evolução da tecnologia não há quem não leia. Quem liga um computador e acessa alguma rede social precisa ler para entender o que lá está inserido. Além de notícias em noticiários online e tudo mais. 
Adolescentes, quando estão na escola, dizem que não sabem o porquê daquilo, porque aprender a ler. Que professor nunca ouviu alunos dizerem: _ Ah! Professor ler? Por que, que diferença isso vai fazer na minha vida? 
Pergunta importantíssima e óbvia de ser respondida. Imagina nossa vida sem leitura, olharmos para uma placa ou um cardápio e não sabermos para onde ir ou o que pedir para saciar nossa fome. Isso seria, acima de tudo, constrangedor. Hoje há vários métodos para ser alfabetizado, saber ler e escrever. Até mesmo adultos e idosos têm esse privilégio, vários recursos existem para saciar essa cobrança da sociedade. 
Assim sendo, percebemos a importância da leitura na nossa vida, no nosso dia a dia. Livros podem ser apenas folhas com “rabiscos”, mas são os principais motivadores e transformadores do ser humano. São pequenos objetos que transformam vidas e transmitem conhecimento, ampliando visões e formando ignorantes nos maiores intelectuais da face da Terra.

Por Mariane N. Souza

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O fim está próximo? Blasfêmia!

Nasceu neste último domingo o bebê de número 7 bilhões, ou seja, temos mais um para brigar por seu espaço aqui na Terra. Danica May Camacho nasceu no domingo, dois minutos antes de meia-noite, nas Filipinas.
Só o Paraná, possui 399 municípios, com ao todo 10.439.601 milhões de habitantes, cujo, os moradores ocupam uma área de em torno 199.314,850 km², ou seja, muita gente para pouco espaço.
Penso daqui a 20, 25 anos quantas pessoas estarão habitando na Terra. Será que ela suporta tanto? Muitos reclamam do aquecimento global, da violência, disso daquilo. A cada 1 km² há um que reclama de algo, porém o mesmo não se preocupa em fazer algo para contribuir. Falam, falam, falam..., mas fazer que é bom, nada.
Algo que virou clichê é dizer que se todos agirem juntos o mundo pode melhorar, isso é óbvio, é claro. Todos dizem, também, que se a Terra está como está é culpa dos seres humanos, isso também é óbvio, não precisa ser um Einstein para chegar a essa conclusão. Se o homem veio para a Terra ele faz dela o que bem entende e assim como na vida é preciso fazer escolhas, habitar um lugar também é necessário fazer escolhas seja ela boa ou ruim. O nosso Planeta é constituído por muitas belezas naturais, mesmo com tanto desmatamento, com tanta poluição e tudo aquilo que todos reclamam, ele continua tendo fenômenos e lugares incríveis. Um desses fenômenos, que ainda não pude presenciar, mas que ainda estarei lá para vê-la é a Aurora Boreal, o mais incrível fenômeno natural já visto, algo inexplicável, extremamente espetacular.
Por mais incrível que sejam esses fenômenos, é raro ouvir alguém falando, alguém dizendo que o nosso Planeta é lindo, que a nossa Terra é esplêndida. Ouvimos apenas pessoas se lamentarem que nosso Planeta está no fim, que logo ele vai acabar, contudo lhe pergunto: Você é Deus, tem alguma bola de cristal que mostre o futuro, é algum vidente que nunca erra nada e tem contato com nosso Senhor Poderoso? Não! Posso afirmar com toda certeza que não. Então pare de tentar ser Deus, você não tem poderes para saber do futuro.
A ciência é imprescindível para nossa existência, para nossa vida e nossa vivência em cima dessa bola azul, porém tenta explicar o inexplicável, ver o invisível... Não há explicações para as ações divinas, portanto vamos abrir os olhos e enxergar com a alma, com o coração acreditando naquilo que somos e podemos fazer para então ajudar nosso planeta, ao invés de criticar, reclamar e se lamentar por coisas que ainda não aconteceram.
Não é porque nasceu mais uma criança que o mundo vai acabar. Ontem enquanto assistia TV ouvi em um certo programa que a Terra está “desmoronando” e que com esse crescimento demográfico teremos pouco tempo de vida. Como alguém pode saber o dia que vai morrer? Não há essa possibilidade, a não ser que alguém sofra de alguma doença fatal em que o médico lhe dê a quantidade de dias para viver, mas fora isso, não. Não existe ninguém para dizer o dia da nossa morte, o dia que Deus voltará para nosso mundo para acabar com os pecados. Então, caro leitor, vamos pensar mais em nosso atos, nas consequências que eles causam, vamos continuar nos preocupando com nosso Planeta e agindo para melhorá-lo, mas acredite que há um Ser Poderoso e que só Ele pode saber o que será de nós no futuro, pare de se preocupar com bobagens e se preocupe com aquilo que vale a pena.
Deixe de lado problemas insolúveis e inexistentes e acredite no real e Naquele que te faz respirar a cada segundo.
Por Mariane N. Souza

Danica May Camacho, bebê de número 7 milhões 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Alicerce Abstrato

Educação é fundamental para toda e qualquer pessoa desde o nascimento até o último dia de vida. A partir do momento que aprendemos a olhar em algo e entender aquilo que olhamos ou ouvimos é educação, não educação de “bom dia”, “obrigada”, mas educação de conhecimento, de aprendizado, algo que jamais acaba, não é porque você aprendeu a ler e a escrever que sabe tudo, não é por saber utilizar o computador que sabe tudo. Assim como nosso nariz e nossa orelha cresce até o último dia de vida, nossa mente também não para de adquirir informações, cada dia, cada minuto, cada segundo é uma forma de aprender, não aprendemos apenas na escola, mas também precisamos dela para desenvolver. Imagina se ela não existisse se não houvesse o conhecimento formal passado nessas instituições, por mais “vago” que sejam alguns conhecimentos passados é fato que todos contribuem para a nossa formação pessoal, profissional e espiritual. Assim sendo e analisado dessa forma não entendo porque as pessoas banalizam tanto a educação, porque não dão importância para aquilo que nos faz o que somos. 
Hoje me deparei com algo que no momento entristeceu, pude ter certeza, que realmente a educação está em segundo plano para toda e qualquer pessoa, até mesmo um veículo de informação não da importância a aquilo que ele mesmo necessita que é a educação. Se não houvesse o ler e o escrever o que seria de jornais, revistas, livros? É óbvio que não existiriam, agora pergunto: por que esnobam, não olham a educação de uma forma ampla e diversificada assim como as outras profissões? Se não existisse a ortografia como seria a escrita, será que todos entenderiam? A gramática, e ela se não tivesse importância para onde iria à concordância, falaríamos como índios até hoje, não é a evolução que procuramos? A matemática está em tudo, até mesmo em suas mãos. A geografia é o Universo de que você faz parte. A história é aquilo que já viveu, vive e ainda viverá, tudo se tornará história. Lembra-se do seu primeiro beijo, nascimento do seu filho, aniversários, festas? Pois então, tudo virou história. Ela ainda é sem importância para você? A educação faz parte da vida de todo mundo, não há viver sem o aprender. Do mesmo jeito que o engenheiro realiza uma obra, o educador “fundamenta” um indivíduo (a). Se a casa não tem alicerce ela cai e se uma criança não passa por uma escola, o desmoronamento é maior ainda, pois não envolve apenas tijolos, cimento e materiais concretos e sim a emoção, o psicológico, a vida. 
Enfim pense mais antes de banalizar a educação, não a generalize, saiba que a mesma importância que é dada a um médico por salvar uma vida é preciso dar ao educador por ser o fundamentador de várias vidas.

Por Mariane N. Souza




terça-feira, 4 de outubro de 2011

Materialismo X Simplicidade, qual te faz mais feliz?

Viver é estar sujeito a brigas, desentendimentos, medos, felicidade, sonhos, realidade, tombos, realizações, sorrisos, choros, amizades, amores, perdas...
Vive aquele que não se importa com o que pensam, que falem... Não importa se hoje é segunda ou se hoje é domingo, se está sujo ou limpo, se tem dinheiro ou não. Para aquele que sabe viver não há dia ruim, não há sorriso falso, não existe enganação. No seu vocabulário só existe a palavra, esperança; enquanto o nunca, não tem lugar. O nunca não existe.
Já dizia Gonzaguinha “... Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e catar a beleza de ser um eterno aprendiz...” Ele sim estava certo, não ter vergonha de ser feliz. Não importa o que pensam ou deixam de pensar, a sociedade é diversificada, não existe pessoas iguais. E aquele que pensa que viver é andar na moda, ter corpo definido, roupas caras, carro novo na garagem, saber tudo e ter tudo de tecnologia, ter dinheiro... Esse sim não sabe o que é viver, sua vida é o que ganha e consequentemente gasta, a materialidade reina; enquanto o espírito que realmente importa está guardado, trancado a sete chaves e com certeza podre.
Não importa seu status, sua beleza, seu dinheiro. O status acaba, a beleza e o dinheiro também... Só ficarão lembranças... lembrando que lembranças, boas ou ruins, é você quem faz.
Por Mariane N. Souza


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Educação moderna na era da banalidade

A educação passou por uma longa trajetória até chegar aos dias atuais. Em 1500 após a chegada dos portugueses nas terras brasileiras vieram também os jesuítas para catequizar os índios, tendo essa catequese como forma de ensino, alguns anos se passaram e a educação do império surgiu, ainda com influências religiosas. A república nasceu logo depois com a educação elitista, onde apenas os que tinham maior poder aquisitivo podiam gozar desse ensino, com o passar do tempo anunciou-se o regime militar, onde o ensino era militarizado com influências políticas. Em 1988 surgiu a Constituição e a partir daí começou-se a regularizar a educação, dando mais ênfase no ensinoaprendizagem. A Lei de Diretrizes e Bases – LDB surgiu e em 20 de dezembro de 1996 é criada a Lei 9394 que, atualmente, norteia a educação brasileira.
Houve épocas em que a educação era vista como algo desnecessário, onde existia apenas para abrilhantar a mente dos desocupados, com o tempo a concepção foi mudando, existindo um conceito diferente sobre o ensinar e o educar. Contudo essas mudanças trouxeram, além das consequências positivas, as negativas para dentro das instituições escolares.
Nos primórdios, por mais rígida que era vista a educação, existia um respeito maior entre professor/aluno, onde reinava o poder do professor, ele era o soberano e não importava onde estivesse era visto como PROFESSOR, sua postura era sempre essa, aquele que tudo sabe. Hoje não há essa divisão de poder entre educador e educando, tanto um quanto o outro é visto da mesma forma, melhorando o aprendizado e estimulando uma interação entre os dois, saindo do tradicional iniciando algo novo, construtivista, contemporâneo, ensinando-os a se tornarem jovens mais críticos, com uma visão ampla do que é sociedade. Porém essa mudança acarretou consequências drásticas, como as que vemos hoje em meios de comunicação. Professores que apanham de alunos, recebem ameaças, chacinas em escolas, alunos de 10 anos atirando contra o educador e se matando. Professores que levam drogas para as escolas, abusam de seus alunos, ou seja, uma falta de vergonha para as instituições escolares de todo o país. Até onde vai isso, de que vale tanta mudança, para onde foi o respeito e a postura do professor para com o aluno e vice versa? De nada adiantou toda essas mudanças. Metodologias novas foram criadas, a educação se tornou mais liberal, porém com consequências vexatórias, que envergonham os educadores.
Enfim, todo o processo que existiu para chegar aos dias atuais não valeu de nada. Enquanto não houver postura profissional, cobrança, rigidez e a exigência do respeito e bom comportamento, não existirá educação modernizada, mas sim escolas banais.

Por Mariane N. Souza


sábado, 20 de agosto de 2011

Eles estão entre nós

Quem nunca ouviu falar em Psicopatia? Distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação... Não confunda sociopatia com psicopatia. Os psicopatas não se importam em passar por cima de todos e tudo para alcançar seus objetivos, são egocêntricos e narcisistas, não sentem remorso, muito menos culpa.
Quando estamos em alguma festa ou algum lugar, conhecemos pessoas diferentes, que agem e se comportam de formas singulares, porém conhecemos, apenas, seu lado artificial. Aquele rapaz extrovertido, simpático, agradável, gentil, charmoso que você conheceu naquela festa pode não ser o que você pensa. Hoje ele é uma pessoa maravilhosa, amanhã alguém detestável, que não pensa duas vezes para te prejudicar. Assim são os psicopatas, se algo ou alguém ameaçam seus planos, eles se tornam agressivos, repulsivos. Além de serem mestres em se tornar vítimas, viram o jogo sem ao menos o “escolhido”, por eles, perceber.
Agora vem a pergunta, como surge um psicopata, é algo genético, uma doença? Na verdade há estudos que demonstram que pessoas que tiveram uma infância repleta de violência e com uma família desestruturada, podem chegar a cometer crimes graves contra a vida. Ou seja, podem se tornar verdadeiros predadores sociais, existe também fatores genéticos, fatores próprios de cada indivíduo e fatores de ordem social que quando somados, podem levar à psicopatia.
E como saber se a pessoa é ou não um psicopata? É sempre bom desconfiar de pessoas que se apresentam de forma sedutora, com idéias mirabolantes, sempre muito agradáveis. Eles se aproveitam de mulheres quase sempre muito bem colocadas profissionalmente, prometem mundos e fundos, enfim, ganham a confiança da vítima. Geralmente esses impostores somem no dia seguinte sem deixar nenhum vestígio. Coisa parecida acontece nos casos de estupradores e assassinos seriais.
É de extrema importância, saber ao certo quem é a pessoa com quem você se relaciona ou que você coloca dentro da sua casa, como um amigo ou amiga, é importante lembrar que internet é uma forma de psicopatas agirem. Cuidado com redes sociais, não passe endereço, não conte sobre sua vida para ninguém, esteja sempre em alerta, nunca se sabe quando um psicopata pode atacar. Eles são incrivelmente espertos e inteligentes. Sempre desconfiar de pessoas, ditas “perfeitas”, perfeição não existe, a não ser em ficção. Por isso tome muito cuidado porque eles estão entre nós.
Mariane N. de Souza




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