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domingo, 21 de outubro de 2012

No silêncio do escuro

Um sonho dividido entre dois mundos
A verdade ou a mentira?
Aceitar ou encerrar tudo de vez?
Esperar cada passo, guardar cada sentimento
Imaginar um beijo, “sentir em pensamento”. 
Um labirinto separando duas almas “imortais” 
Dividas em mundos surreais. 
Ela de Marte, ele de Vênus 
Uma porta aberta e um espaço pequeno. 
Pelo labirinto ela corre 
Procurando a saída mais rápida. 
Contra o vento ela luta e de longe um grito escuta. 
Dois mundos, duas almas 
Perdidas no tempo e no destino 
Querer e não poder. 
O desespero aparece, as lágrimas começam a rolar 
Ao longe ela o vê de braços abertos, óculos escuro e sorriso largo no rosto branquinho e corado pelo vento gelado. 
Corações palpitando, pulso forte, rosto suado e respiração ofegante. 
Um abraço apertado. Dois mundos entrelaçados. 
Ele parado sentindo o corpo quente de sua amada e ela o olhando, admirando sua beleza. 
Amor impossível e utópico mesclado com realidade. 
Em suas costas um labirinto vazio e ultrapassado. 
Os dois, de mãos dadas, seguem o caminho no lindo jardim verde que ele não vê e ao som dos pássaros que ela não ouve. 
A cegueira e surdez de braços dados em busca do amor, agora possível e aclamado.



Por Universo das Palavras

sábado, 29 de setembro de 2012

Sussurros

O doce som das tuas palavras
Sussurrando em meus ouvidos 
Deixa minha boca calada 
E atormenta os meus sentidos


Por Universo das Palavras

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Presente

A porta abre e ele entra. 
_Olá querida, boa noite! Como estou cansado. Hoje no escritório estava uma correria. Cobranças e mais cobranças. O Fábio faltou hoje, tive que trabalhar por dois. Não via a hora de chegar em casa pra comemorarmos com um bom vinho! Aconteceu alguma coisa, amor? Você está tão quieta – mulher com cara fechada, sentada à beira do sofá com malas a sua volta -. 
_ O que são essas malas? Você vai viajar? Tem alguém aqui em casa? Sua mãe vem passar alguns dias conosco? Fala alguma coisa, por favor! 
_ Quem é ela? Por que você fez isso Ricardo? De onde ela é, aonde você a conheceu, foi naquela festinha na casa do Luiz? Por que não me contou? (Ela o estapeia, chorando, gritando eufórica). _ Jamais imaginei que você faria isso comigo! Essas malas são suas, quero que você desapareça dessa casa, nunca mais coloque os seus pés aqui dentro, seu idiota, covarde, cínico... Eu já deveria imaginar, chega todo dia com abraços e todo bonzinho. Comemorar o que? O aniversário da outra? Some daqui Ricardo, vai embora, vai morar com ela! (Chorando desesperada) 
_ Não existe ninguém Mônica, não há ninguém. Eu te amo e sempre amei, você sabe disso. Eu nunca fiz nada, não sei do que você está falando! 
_ Não se faça de bobo, Ricardo. Porque se tem uma coisa que você não é, é bobo. Então pegue as suas coisas e desapareça daqui. 
_ Mas meu amor, eu não fiz nada. Acabei de chegar em casa, estou cansado e ainda te convidei pra comemorarmos. 
_ Comemorar o que Ricardo? Ah! Aqui está o presente que encontrei no meio das suas coisas, pra você entregar a ela e o vinho que separou pra beberem juntos. – ela joga o presente – leve e desapareça daqui! 
Ele pega as malas, coloca o blazer nas costas, dá um beijo na cabeça da esposa lhe entrega o presente e o vinho e diz: 
_ Parabéns pelo nosso 7º aniversário de casamento, espero que o presente seja do seu gosto. 
E sai pela porta da frente de cabeça baixa, chorando. 
Ela fica, com o presente em mãos, boquiaberta e com a maquiagem toda borrada.

Por Universo das Palavras

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Abismo

Seria isso necessário?
Ou é tudo ao contrário?
Seria a dor um simples fato?
Ou o amor é mesmo ingrato?
Seria ainda tão frio?
Ou são ilusões que na mente crio?

'Futilidades' ligadas ao sangue que correm pelo corpo mole e enrijecem secando o líquido vermelho e quente, parando todos os vasos, sugando sua energia e calando sua voz. Talvez seja essa a função do coração, fazer-nos sofrer sozinhos, sem a chance de gritar ou até mesmo viver de novo.
Por Universo das Palavras

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Entrando em pane

Banalidade revestida de livros, sonhos e poesia. Seria uma vida sem nexo, trivial? Ou seria ela recheada de conhecimento, sentimentos, conceitos, cordialidade e irrealidade? Difícil é a tarefa de descobrir o real sentido da vida. Estar em meio a tudo, mesclada com pessoas em todos os cantos. Falar coisas sem sentidos, ouvir histórias mirabolantes... Momentos intensos, porém passageiros. Fazer dos sorrisos, gargalhadas e das tristezas, solidão. 
Às vezes o único sentido é não ter sentido nenhum. Às vezes o nada é o único refúgio. Os olhos demonstram seu brilho e ao mesmo tempo ofuscação. Uma vida de balelas, mentiras e ao mesmo tempo realidade. Tudo é superficial, onde o que conta é aquilo que não sabemos nem mesmo o significado. Seríamos a verdade ou a mentira? Estamos descansando ou deixamos de existir? O que é normal ou anormal? Tudo na simplicidade ou algo que lhe camufle? De que adianta uma casca tão carrancuda ou então falsa se o que vale é o ‘miolo’? A mente não desliga, somente trabalha, trabalha... Até a hora que nos encontramos assim... em pane.

Por Universo das Palavras



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