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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Carta ao meu Pai

Wenceslau Braz, 13 de dezembro de 2012 

Oi pai. Como vai? Espero que bem, faz tempo que não nos vemos. Hoje é seu aniversário então resolvi escrever-lhe esta carta como meio de parabenizá-lo, por estar longe não será possível um abraço, mas quero que leia e sinta-o aí contigo. 
Pai você lembra que eu era pequena e você esfregava minha barriga quando eu tinha dor? E as vezes que passeou a cavalo comigo a noite porque eu queria andar? Pai, lembra que íamos juntos pescar? Pai, você lembra quantas vezes se levantou a noite para me levar ao médico? E quantas pra me levar ao banheiro? 
Lembra quando eu deitava em seu braço a noite e você contava histórias até eu dormir dormir? Pai você lembra de quando jogávamos bola e quando você me ensinou a andar de bicicleta. Ah! E o meu caderno de matemática, que você odiava vê-lo bagunçado, quantas folhas jogadas fora, não? Você recorda de quando íamos à casa da vó e parávamos pelo caminho procurando amoras? Lembra-se das nossas danças, hilário, não? Sabe aquela vez que cortou o meu cabelo? Confesso, eu odiei! (risos) Quantas pipas você me ensinou a empinar e eu, um fracasso. Lembro-me de nossas brigas, quando te vi chorar. Lembro-me de momentos em que não nos falamos por minha teimosia. Pai, hoje sinto tanto sua falta. Gostaria de lhe pedir desculpas se te fiz mal algumas vezes, mas quero que tenha certeza de que te amo tanto que não existe formas de expressar. Nem se eu te desse o maior abraço do mundo não expressaria tudo que sinto. 
Você é e sempre foi o meu herói, meu ídolo, aquele que me espelho pra crescer e ser alguém. Obrigada por todas as vezes que me disse não. Todos os não’s que fizeram com que me tornasse a pessoa que sou hoje. 
Hoje é o seu dia. Seu aniversário e infelizmente não posso estar contigo, mas quero que você tenha certeza de que estou em pensamento a todo momento. Não esqueci de você um segundo sequer. Seu dia também é meu, já que sou sangue do seu sangue e com muita honra. Quero que Deus te abençoe sempre e você continue ao meu lado por muitos, muitos, muitos, mas muitos anos. Obrigada pai por ter-me feito sua filha, ter-me ensinado a andar e seguir pelo caminho certo. 
Bom, agora vou ficando por aqui, e deixando junto com essa carta o maior abraço que já te dei. Dessa vez deixo minha timidez de lado e digo que... Te amo pai!
Parabéns pelo seu dia e mais uma vez, obrigada por ser meu Pai. 

Volta logo, estou com muitas saudades. 

De sua eterna... menininha!
Por Mariane N. Souza

3 comentários:

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