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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Para onde foi a poesia?

Hoje estou travada
Não consigo poetizar
Na minha cabeça não surge nada
Preciso me libertar

Não sei se é o calor
Ou porque hoje, estou irritada
Não sai poesias de amor
Nem mesmo de madrugada

Penso em palavras bonitas
Ou pessoas que me inspiram
Mas tudo me deixa aflita
Minhas ideias piram!

Nem os filmes que assisto
Fazem-me refletir
E as músicas que escuto?
Minha cabeça irá fundir!

Tento olhar para o tempo
E poesias idealizar
Mas o meu pensamento
Parece que quer parar

As palavras correm da minha mente
Insisto, persisto, mas é difícil
Vejo que surge algo e fico contente,
Mas some mais rápido que um míssil

Até mesmo a pontuação
Tem medo do meu papel
O ponto de exclamação
Não trabalha nem mesmo ‘pro’ céu

A vírgula insiste em não separar
Minhas perguntas estão sem interrogação
Não sei mais o que esperar
Estou sem saída nessa situação

O que me resta é o ponto final
E com ele irei finalizar
Reticências também é usual,
Mas deixa muito a desejar

Então finalizo
Esperando que hoje acabe depressa
Pra que amanhã me volte o juízo
E as palavras cheguem em remessa.

Por Mariane N. Souza

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